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Senso Crítico - Questão de gratidão


Como membro da Comissão do Orçamento no seu primeiro mandato, Romero Jucá colocou o empresário paulista Fábio Monteiro de Barros (foto ao lado), que nunca havia pisado em Roraima, suplente de senador em 1998. Para quem não sabe, Fábio Monteiro de Barros responde processo judicial e até já foi preso acusado de envolvimento no famoso rombo do TRT de São Paulo (R$ 169 milhões à época), como comparsa do não menos famoso, juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau. O dinheiro desviado do TRT foi obtido através de emendas articuladas na Comissão de Orçamento.


Por Edersen Lima, Editor Brasília - A gratidão é um dos sentimentos mais nobres do ser humano. Por isso, num misto de admiração e gratidão o vereador George Mello tem explicado a várias pessoas o porquê de voltar às boas com o senador Romero Jucá, a quem fez oposição por pouco mais de um ano. Em tom de empolgação e sem maldade, George Mello relata como Romero obteve uma vaga no disputadíssimo Hospital Sara Kubitschek, em Brasília, para um irmão seu que sofreu acidente de trânsito e corria risco de perder a perna. "O Romero pegou o telefone e na minha frente, com o viva voz ligado falou com um figurão do Sara, e questionou: Sabe quem vai ser o relator do Orçamento? Quem vai relatar as emendas para o hospital?". Pronto, o estilo trator de Romero Jucá atropelou a burocracia do hospital e obteve na hora, uma vaga para o irmão de George Mello. Sim, os fins justificam os meios. Altruísmo, causas nobres e "tratoragens" à parte, a forma nada singela, mas direta e objetiva de Romero Jucá em obter um favor para um correligionário é um exemplo simples, porém pertinente, diante da folha corrida de acusações e processos por desvio de dinheiro público e propinas que o senador carrega nas costas. Simples e pertinente porque se, para obter uma vaga num hospital Romero Jucá lembra o que seria na poderosa Comissão do Orçamento, imagine, amigo leitor, a quem mais ele não lembrará a condição de ser o relator do montante que cada instituição federal, governos municipais e estaduais, ministérios, autarquias e fundações - o filé - vão receber no ano que vem? Como membro da Comissão do Orçamento no seu primeiro mandato, Romero Jucá colocou o empresário paulista Fábio Monteiro de Barros (foto acima), que nunca havia pisado em Roraima, suplente de senador em 1998. Para quem não sabe, Fábio Monteiro de Barros responde processo judicial e até já foi preso acusado de envolvimento no famoso rombo do TRT de São Paulo (R$ 169 milhões à época), como comparsa do não menos famoso, juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau. O dinheiro desviado do TRT foi obtido através de emendas articuladas na Comissão de Orçamento. O que Fábio Monteiro de Barros fez para merecer indicação de suplente de senador por Roraima só Romero Jucá sabe. Arisco um palpite: Questão de Gratidão. Do mesmo modo como George Mello é agradecido por uma ação de Romero Jucá, a indicação de Fábio Monteiro de Barros foi um gesto de agradecimento de Romero Jucá. A quê? O amigo leitor deve imaginar.

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