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Atendimento ginecológico nos postos de saúde é precário

Frio, fome e humilhação. Essa tem sido a rotina enfrentada por dezenas de pessoas que procuram atendimento nos postos de saúde. A maioria sai de casa ainda de madrugada, se dirigindo a outros bairros, porque nos que residem, não oferece alguns tipos de atendimento, como o ginecológico, para disputar uma ficha de consulta, se apoiando como podem em paredes e bancos, esperando pelos atendentes que, nem sempre chegam de bom humor.


Por Daniella Assunção Frio, fome e humilhação. Essa tem sido a rotina enfrentada por dezenas de pessoas que procuram atendimento nos postos de saúde. A maioria sai de casa ainda de madrugada, se dirigindo a outros bairros, porque nos que residem, não oferece alguns tipos de atendimento, como o ginecológico, para disputar uma ficha de consulta, se apoiando como podem em paredes e bancos, esperando pelos atendentes que, nem sempre chegam de bom humor. O Programa Viva Mulher, mesmo sendo anunciado no site da PMBV, cujo objetivo principal é o atendimento a mulheres (de 15 a 60 anos), proporcionando assistência básica com a realização do exame preventivo para diagnóstico precoce do câncer e também passar orientações que lhes proporcione melhor qualidade de vida, porém não é bem isso que vem ocorrendo. Exemplo disso é o caso da ex-funcionária pública, Jacirene Ferreira, que precisou marcar uma consulta ginecológica, num posto de saúde distante do bairro onde reside. "No dia 13/10 assisti o programa "Mete bronca" e o apresentador altamente indignado com o sistema de saúde pública, mostrou duas reportagens e reclamou muito. Então, à tarde fui fazer umas ligações, pois há 5 anos tinha Unimed e como fui demitida em julho da Codesaima sem direito nenhum, tive que cancelar o plano, então fui a procurar um ginecologista na rede pública, aí liguei para os postos e pasmem, só há ginecologistas nos postos 13 de setembro, São Pedro e Silvio Botelho, sendo que é preciso marcar com uma semana de antecedência, ou seja, da Av. Venezuela pra frente não existe médico ginecologista. No posto do Caimbé se colhe o exame preventivo porém há dias está suspenso por falta de material, aí falaram do PSF, no entanto eu moro há 13 anos no mesmo lugar e nunca passou uma pessoa do tal programa. Resumindo quem não tem dinheiro pra usar o sistema privado de saúde que está cada dia mais caro, morre mesmo", reclama. Câncer do colo do útero No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele não melanoma e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país. De acordo com dados absolutos sobre a incidência e mortalidade por câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 3.953 mulheres no Brasil em 2000. Para 2003, as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade por Câncer prevêem 16.480 novos casos e 4.110 óbitos. Prevenção Apesar do conhecimento cada vez maior nesta área, a abordagem mais efetiva para o controle do câncer do colo do útero continua sendo o rastreamento através do exame preventivo. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir em 70% a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco. O Instituto Nacional de Câncer tem realizado diversas campanhas educativas para incentivar o exame preventivo tanto voltadas para a população quanto para os profissionais da saúde. PMBV O Fontebrasil entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura, através do funcionário Edgar Borges, para obter informações sobre normalização da coleta preventiva, bem como melhoria no atendimento ginecológico nos postos de saúde. Edgar disse que só poderia repassar as informações através de e-mail, mas até o encerramento desta matéria não enviou nenhuma resposta para o e-mail para a repórter e nem para o site.

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