- 03 de fevereiro de 2026
Ao discursar em homenagem ao Dia do Médico, que se comemora nesse 18 de outubro, o senador Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR) saudou os 280 mil médicos do Brasil, ressaltando a importância da classe para o futuro do país, "uma vez que sem saúde ninguém pode aprender, trabalhar ou ser útil à sociedade". O requerimento para a homenagem partiu de Mozarildo e dos demais cinco senadores médicos: Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), Mão Santa (PMDB-PI), Tião Viana (PT-AC) e Papaléo Paes (PMDB- AP). Em seu discurso, Mozarildo lembrou vultos da história mundial ligados à medicina como o grego Hipócrates e o evangelista São Lucas, padroeiro da Medicina. Ele também citou os brasileiros que se destacaram nesta área, como Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Euclides Zerbini e Aloysio Campos da Paz, fundador da rede Sarah Kubitschek de Hospitais. Mozarildo ressaltou que a medicina brasileira é uma das mais avançadas do mundo, lamentando que o extraordinário nível tecnológico, que permite a realização de tratamentos e cirurgias de alta complexidade, tenha um custo ainda distante da possibilidade financeira da maioria da população. Para o senador, esse é um grande desafio a ser enfrentado pelo Brasil que, a despeito de ostentar liderança mundial em diferentes técnicas, serviços e especialidades médicas, ainda convive com a exclusão de grande parte da população até mesmo dos mais elementares serviços médicos. O número de médicos no Brasil, disse o senador, é até superior às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas esses profissionais não estão distribuídos de maneira proporcional à população pelo território nacional. Há falta de médicos nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e no interior dos estados das Regiões Sudeste e Sul. Em aparte, o senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) também lamentou a escassez de médicos nos estados novos como Tocantins, Amapá e Roraima. Ele disse, no entanto, que as novas universidades da Região Norte colaborarão para minorar o problema. Presidindo a sessão, o senador Paulo Paim (PT-RS) chamou para compor a Mesa o Secretário de Saúde do Distrito Federal, Arnaldo Bernardino Guedes, e os presidentes do Conselho Federal de Medicina, Édison Andrade e do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, Geraldo Guedes.