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Saúde Pública em Roraima - Médico não consegue trabalhar

Com a saúde pública em situação de UTI, o estado de Roraima tem se dado ao luxo de excluir profissionais do quadro clínico. O neurocirurgião cubano, Pedro Luís Viñas, procurou o Fontebrasil para queixar-se das dificuldades crescentes por ele encontradas desde fevereiro deste ano, para obter permissão que o possibilite exercer sua profissão no Brasil e em especial, em Roraima.


Por Daniella Assunção Com a saúde pública em situação de UTI, o estado de Roraima tem se dado ao luxo de excluir profissionais do quadro clínico. O neurocirurgião cubano, Pedro Luís Viñas, procurou o Fontebrasil para queixar-se das dificuldades crescentes por ele encontradas desde fevereiro deste ano, para obter permissão que o possibilite exercer sua profissão no Brasil e em especial, em Roraima. Tendo em vista que já tem seu visto de permanência no Brasil; o aval dos neurocirurgiões do estado que não só testaram sua qualificação, mas solicitaram ao Conselho Regional de Medicina/RR um certificado provisório até a sua regularização, uma vez que há uma carência muito grande em nosso estado de especialistas nessa área, Pedro reclama que não consegue dar entrada com requerimentos para revalidação de seu diploma de médico junto a UFRR, único órgão federal habilitado no estado, um dos requisitos principais exigidos pelo Conselho Federal de Medicina para obtenção de um CRM. "Considerando que a saúde em Roraima trabalha em situação de emergência, o alto índice de traumatismo craneoencefálico, assim como outras doenças neurocirúrgicas, me chama a atenção eu ficar em casa, literalmente me oxidando, estando plenamente capacitado e com todos os meus documentos em ordem para realizar qualquer ato médico neurocirúrgico e ajudar a saúde em nosso estado, além do mais pretendo introduzir a Neuroendoscopia, modalidade terapêutica moderna, que ainda não existe em Roraima " lamenta Pedro Luís UFRR O argumento central da UFRR é que existe uma portaria de nº 295, da vice-reitoria, suspendendo o processo de revalidação de diplomas no âmbito da instituição no período de 01/10/2004 à 28/02/2005. "A reitoria optou por essa decisão por causa dos processos de revalidação que estão acumulados e que terão que ser concluídos até o final do ano. São apenas três médicos para avaliar esses processos, que na maioria são volumosos, por conterem páginas traduzidas em cartórios, 100% das entradas nos requerimentos para revalidação de diplomas, são de outros estados, tivemos que suspender por um período, para que sejam concluídos ao longo do ano" informou Segundo o diretor do departamento de interiorização da UFRR, Professor Eugênio Brum, dar entrada nos requerimentos de revalidação de diplomas, não significa que ele será de revalidado. "Se o Dr. Pedro Luís, tiver urgência e não quiser esperar até fevereiro, ele poderá dar entrada em outro estado". Eugênio acrescentou ainda que até o final de 2004, estará acontecendo uma reunião onde um dos temas, será uma discussão a nível nacional, para tentar uniformizar esses processos, como por exemplo, a provas para revalidação de diplomas serem feitas em uma única data em todo país. CRM O Fontebrasil entrou em contato com o CRM para informar se seria possível ou não, a emissão de um registro provisório. A assessora de comunicação, Patrícia Pinheiro, informou que para expedição de registro para imigrantes, são necessários seguir alguns critérios e que uma das exigências, é justamente ter seu diploma revalidado. Enquanto isso, o bom senso com a saúde pública em Roraima continua sendo um bom tema para discursos e bravatas. Na prática, o sofrimento de famílias continuará servindo par aumentar as estatísticas de óbitos.

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