- 03 de fevereiro de 2026
Brasília - A campanha contra a baixaria na TV levou a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara a promover um dia de mobilização, no domingo (17), solicitando ao distinto público que desligue seu televisor neste dia, no horário das 15 às 16h. Faz muito tempo que se perdeu o controle sobre a imundície despejada pelos meios de comunicação, numa prova de que o país não tem governo nem referência moral. A Constituição Federal determina, no artigo 221 que "A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: (inciso IV) respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família". E embora no artigo 220 da mesma Constituição esteja grafado ser livre "A manifestação do pensamento, a criação e a informação", no parágrafo 3° é dito que "Compete à lei federal" (inciso II) "estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente". Leis existem aos montões! Funcionam para algumas coisas e outras não. Quem tem coragem de contrariar à Rede Globo? Ela responde a processo por falsificação de documentos (na compra da antiga Rádio Televisão Paulista S/A), mas ninguém fala nisso e a coisa não anda. Neste país, somente os peixes miúdos são punidos e encarcerados. A maioria dos parlamentares vive fazendo leis de perfumaria, cuidando dos próprios interesses. Porque existe tanta brecha na legislação, permitindo a um larápio como Paulo Maluf mentir cinicamente? Ficar solto, impune, depois de saquear os cofres da prefeitura de São Paulo? Sua roubalheira está mais do que comprovada, tenham paciência! Por onde anda Jader Barbalho (PMDB-PA)? Ele detém mandato de deputado federal e está livre, circulando pelos corredores do Congresso Nacional, abrigado sob o manto vergonhoso da impunidade que enlameia uma nação inteira. Não adianta desligar os televisores por uma hora, atitude inócua, se a Rede Globo e demais emissoras vão continuar a despejar pornografia da mais abjeta, poluindo a mente de nossa infância e juventude, oferecendo estímulo aos mais hediondos crimes. Qual foi a punição sofrida por Gugu Liberato, apresentador do SBT que veiculou entrevista fabricada em que o próprio governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi ameaçado de morte por atores caracterizados como membros de falange criminosa? Em qualquer país sério, Gugu seria punido, teria de cumprir pena de prisão, além de sumário afastamento de suas atividades profissionais. Provou não ter qualificação para o que faz. Vivemos num país de fancaria, onde as chamadas autoridades insistem em querer transformar fatos ridículos em acontecimentos ditos sérios. Fala-se em democracia e a maioria dos votos dos chamados representantes é comprada num festival de corrupção aberta e desenfreada. Ah, os bocas de urna! Pagos a peso de ouro. As leis existem unicamente para pobres coitados, na punição de assalariados e contribuintes indefesos. Ao querer que se desligue a TV, como ato de protesto contra a baixaria veiculada, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara passa atestado de incompetência e de impotência diante de crimes praticados pelos meios de comunicação. A maioria, liderada pela Rede Globo, a serviço do capital financeiro mundial, na manipulação e destruição da sociedade brasileira. Já estamos transformados num bordel há muitos anos, eis a verdade. Email: [email protected]