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OPINIÃO FORMADA

ESQUEMA REFORÇADO A permanência de Édio Vieira na chefia da Casa Civil se tornará ainda mais cara. Grande derrotado na eleição de Mucajaí, Édio terá que aumentar o esquema de aliados e correligionários empregados no governo do estado, para não sofrer repeteco em 2006. Já tem deputado estadual chiando pelos corredores da ALE.


DESCONFIANÇA Para quem quer saber de onde Flamarion Portela tira dinheiro para pagar os seus advogados que o defendem nos processos no STJ e na cassação sofrida no TSE, o superfaturamento da merenda escolar pode ser mal entendido, não é? JABÁ O que ultrapassa - e muito - as raias do absurdo é ver a fatura de R$ 452 mil de jabá, comprada para merenda escolar a menos de seis meses do fim do ano de 2003. Fazendo um cálculo chulo, por baixo, o governo de Flamarion Portela gastou mais de R$ 1mil por dia - repito, por dia -, em charque, caso a compra fosse para todo o ano. Agora, se observarmos que o jabá era para a merenda escolar e se tirarmos os meses de férias e sábados e domingos, dá quase três mil reais para os gulosos estudantes do estado. Porém, ocorre que o jabá comprado no Ceará serviria para merenda escolar de 2003. MENTIRAS E VERDADES Uma mentira dita várias vezes acaba se tornando verdade, é mais ou menos assim que os cidadãos de bem de Roraima se sentem ao vê duas grandes mentiras serem propagadas como verdades, a primeira que as eleições em Roraima foram limpas e a segunda que não houve a interferência do governador Flamarion Portela no processo. Para cada mentira uma boa dose de argumentos - falsamente - difundidos. O principal deles de que a verdade, em nenhum dos casos interessa. VERDADES E MENTIRAS2 Ninguém jamais ousará tirar o mérito da Justiça Eleitoral que - em Roraima - se esforçou para evitar fraudes, bocas de urnas e diversos crimes eleitorais, mas isso não fez das últimas eleições um cenário de santos. Basta dá uma olhada nos eleitos, em especial para o legislativo para vê que os abusos que todos se esforçam para dizer que não aconteceram foram os grandes responsáveis pelas eleições da maioria absoluta dos êxitos eleitorais. ESQUEMA REFORÇADO A permanência de Édio Vieira na chefia da Casa Civil se tornará ainda mais cara. Grande derrotado na eleição de Mucajaí, Édio terá que aumentar o esquema de aliados e correligionários empregados no governo do estado para ver se evita o pior em 2006. Já tem deputado estadual chiando pelos corredores da ALE. O QUE IMPORTA É A APARÊNCIA Difícil de entender é por que tanto interesse em dizer que tudo estava as mil maravilhas, sem boca de urna, sem crimes, etc. No domingo da votação, enquanto as rádios se esforçavam para dizer que estávamos no paraíso da ética e da moralidade, bastava uma passadinha por qualquer bairro para ver os absurdos que estavam sendo cometidos, sendo a compra de votos escancarada o maior deles. Camisetas enroladas, com um nó e dentro delas com R$ 100 reais eram jogadas nas residências dos bairros da periferia e dezenas de estratégias silenciosas eram colocadas em prática, dando a entender que o que importa é a aparência. UM AVANÇO De qualquer modo, o resultado previsível mediante a ausência de adversário para a prefeita da capital, a sobra de recursos - que foram fartamente aplicados no interior, revertendo resultados que pareciam consolidados - contrastaram com o esforço fenomenal de juízes, funcionários e voluntários da Justiça Eleitoral que se esforçaram e alcançaram larga média de sucesso para fazer valer a vontade popular, mas isso não significa que alcançamos o patamar ideal, tão pouco que a Justiça eleitoral é a única instituição responsável pela moralização do processo eleitoral, aliás seu papel é de coadjuvante, cabendo a outros segmentos a missão de evitar os crimes eleitorais. PACTO DO FAZ DE CONTA Para quem esteve envolvido - minimamente - no processo eleitoral, a impressão que ficou é que foi feito um pacto do faz de conta. Os partidos e os políticos faziam de conta que não iriam cometer crimes eleitorais, a justiça faria de conta que tudo estava super bem fiscalizado e o povo fazia de conta que assistia a um processo eleitoral sem fraudes. Esse universo irreal permanecerá até que a sociedade de conscientize da necessidade de fazer na prática, o que prega em discursos. Comum foi assistir grandes lideranças elogiar o trabalho da Justiça Eleitoral pela manhã e pela tarde comandar reuniões com seus aliados para colocar em prática os velhos e viciados esquemas de compra de votos. CORAGEM X SEGURANÇA O deputado Chico Rodrigues não elegeu o sobrinho Leonardo, vereador em Boa Vista. Mas obteve da prefeita eleita de Caracaraí, Vaninha, significado e declarado apoio à possível candidaqtura ao Senado em 2006. Resta saber se Chico terá coragem para concorrer ou irá preferir, como de hábito, a segurança da reeleição. PT SEM PT É um engodo, uma fraude, falar do crescimento (consolidação) do PT em Roraima. Historicamente não houve crescimento já que os eleitos pelo PT são todos neo-petistas, ou petistas de ocasião, daqueles que tão logo a sigla saia do foco do poder poderá retornar ou se transferirem para qualquer sigla, esquerda, direita, centro, etc. Para se ter uma idéia, a "petista" Florany Mota, que se reelegeu no Uiramutã, disputou a primeira eleição pelo PP de Maluf e o prefeito eleito em Alto Alegre, Viru Oscar, estaria filiado em qualquer partido que fosse oportuno para o conselheiro (TCE-RR) Henrique Machado, que deixou de disputar eleições mas jamais abandonou a política daquele município. O vereador George Melo, que retornou para a câmara foi eleito em 2000 pelo PSDB arqui-rival do PT. PT SEM PT 2 No interior do estado a cena se repetiu nenhum petista histórico foi eleito, caso de São João da Baliza, onde - segundo registro no TSE, o vereador Sérgio Bernardino concorreu em 2000 pelo PFL. GOVERNO ENVOLVIDO A repetição da história de que o Governo do Estado se manteve fora do processo eleitoral tem deixado aliados e ex-aliados do governador Flamarion Portela irados. A comprovação do envolvimento da máquina estadual é tanta que durante o encontro dos eleitos do PL, o prefeito de Normandia (não reeleito) fez um áspero desabafo. Nivaldo Souza disse que se sentiu traído e perseguido pela fúria da máquina estatal, que através de algumas secretarias e pela ação/omissão do governador resultaram na eleição de seu opositor. "Recordei do esforço que fizemos em 2002 dando a vitória nos dois turnos para uma candidatura", lembrando que quem teve o seu apoio, virou-lhe as costas nestas eleições. PT x EDUCAÇÃO A participação do Governo do Estado, PT e em especial da Secretaria de Educação foi fundamental para garantir resultados favoráveis a adversários de políticos que estiveram bastante envolvidos na eleição do então candidato a governador Flamarion Portela em 2002. Asmaiores participações ocorreram em Normandia, Bonfim, Cantá, Baliza e Rorainópolis. Em Bonfim vários assessores diretos da secretaria estavam fazendo campanha para o candidato vitorioso do PMDB.

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