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Saúde indígena: Projeto pode ter orçamento de R$ 60 mil

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) assinou convênio ontem, à tarde, com a Fundação Estadual de Política Indigenista (Fepi). O objetivo é elaborar projetos para solucionar os problemas de saúde, educação, sócio-econômicos, invasões de terras e manejo de recursos florestais das comunidades do Alto Solimões, Juruá e Madeira. O documento foi assinado pelo presidente da Fepi, Bonifácio José Baniwa, e pelo diretor do Inpa, Dr. José Antônio Alves Gomes.


O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) assinou convênio ontem, à tarde, com a Fundação Estadual de Política Indigenista (Fepi). O objetivo é elaborar projetos para solucionar os problemas de saúde, educação, sócio-econômicos, invasões de terras e manejo de recursos florestais das comunidades do Alto Solimões, Juruá e Madeira. O documento foi assinado pelo presidente da Fepi, Bonifácio José Baniwa, e pelo diretor do Inpa, Dr. José Antônio Alves Gomes. O próximo passo é divulgar o convênio no Diário Oficial e enviar todos os projetos à Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). As verbas ainda não foram definidas, mas se estima um orçamento de aproximadamente R$ 60 mil para dar andamento aos trabalhos. A intenção é sensibilizar cerca de 25 pesquisadores de pós-graduação, mestrado e doutorado para atuarem nas comunidades. A idéia do convênio nasceu de 15 oficinas realizadas em todo o Estado no ano passado, com centros de pesquisa, universidades, comunidades indígenas e representantes do Inpa, quando se discutiu as demandas dos povos indígenas e quais os caminhos que poderiam ser seguidos para resolver os problemas. A partir dos encontros, foram levantados os seguintes temas: Educação e Saúde Indígena, Agrobiodiversidade e Diversidade Cultural, Etnoconservação, Alternativas Sustentáveis, que serviu de base para a elaboração do programa "Amazonas Indígena". O programa está sendo utilizado pela Fepi e pelo Inpa como base para elaboração dos projetos. Segundo Baniwa, os pontos mais importantes são: manejo das palmeiras arumã e tucum, utilizadas pelos povos ticuna e outras etnias para elaboração de cestas, bolsas, redes e vários outros objetos; carência alimentar de crianças e adultos; artesanato; produção de óleos vegetais; remédios fitoterápicos; pesca; medicina alternativa e a promoção do ecoturismo. "O objetivo é gerar alternativas de renda para as comunidades, buscar mercados internos e externos para os produtos indígenas, além de gerar subsídios sobre como os recursos existentes estão sendo utilizados pelos moradores para se evitar a escassez", afirmou. Baniwa ainda disse que essas medidas são necessárias para garantir que os índios não migrem para a cidade. Para o Coordenador de Extensão do Inpa, Dr. Jackson Rego, o convênio reflete a crise existente em termos de conservação das áreas verdes, faunística e depredação do ecossistema, sendo uma saída para a conservação dos recursos naturais disponíveis. "Isso é fundamental para se ter uma política elaborada sobre o conhecimento da manutenção do processo ecológico. O saber do índio é estratégico para o desenvolvimento dos projetos que o Inpa vai realizar com as comunidades. O objetivo é estreitar os relacionamentos", finalizou.

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