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Mais microempresas exportam

Aumentaram as exportações não esporádicas das micros e pequenas empresas de 1998 a 2003. Estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) revela que, durante esse período, o número de microempresas que vendem de maneira contínua ao exterior subiu de 381 para 1.303. O mesmo movimento ocorreu com as pequenas empresas. O grupo das exportadoras estáveis saltou de 1.410 para 2.899 empresas.


Arnaldo Galvão Da equipe do Correio Aumentaram as exportações não esporádicas das micros e pequenas empresas de 1998 a 2003. Estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) revela que, durante esse período, o número de microempresas que vendem de maneira contínua ao exterior subiu de 381 para 1.303. O mesmo movimento ocorreu com as pequenas empresas. O grupo das exportadoras estáveis saltou de 1.410 para 2.899 empresas. Por outro lado, a maioria das empresas brasileiras que atua no mercado internacional (62,1%) é formada por micros e pequenas. Mas elas continuam com participação muito pequena no total das exportações: 2,4%. Esse acompanhamento inédito do perfil dessas exportadoras, feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, será semestral. O diretor-presidente do Sebrae, Silvano Gianni, disse que conhecer a realidade é o primeiro passo para apoiá-las. ''As pequenas empresas têm de aproveitar essa onda exportadora'', afirmou. Incentivo Gianni defendeu a regulamentação da exportação coletiva, como ocorre com os distritos industriais italianos. Nesse modelo, várias micros e pequenas empresas reúnem-se para vender ao exterior e adquirem uma única inscrição junto ao Fisco. Atualmente, isso não existe no Brasil. Outra medida governamental de apoio, segundo Gianni, é a liberdade tributária. Isso significa permitir que os pequenos empresários compartilhem diversas fases produtivas sem cobrança de tributos, como se fossem uma só empresa. O diretor da Funcex, Ricardo Markwald, afirmou que a desvalorização do real em janeiro de 1999 iniciou o que chamou de surto exportador. Se durante este ano o número de pequenas exportadoras aumentou sensivelmente, ele questiona se a economia brasileira vai manter esse fôlego exportador em 2005. Luiz Carlos Barboza, diretor do Sebrae, afirma que há um projeto piloto em Santa Catarina, onde a entidade testa seu apoio aos arranjos produtivos locais nas cadeias de móveis, calçados, cerâmica, confecção, máquinas agrícolas e outros. O projeto consiste em buscar junto às instituições financeiras a criação de produtos específicos, adaptados às condições das micro e pequenas empresas e aos consórcios formados por elas. Estratégia O estudo revelou que muitas empresas de pequeno porte incorporaram a exportação no planejamento e na estratégia. Os produtos manufaturados dominam a lista de produtos vendidos ao exterior e são responsáveis por 81% das vendas externas das microempresas no ano passado. Para as pequenas, esse setor acumula 77% do total das exportações. O estudo realizado pelo Sebrae mostrou ainda que a maior parte das empresas que estão exportando está concentrada em duas regiões do país: Sudeste e Sul. Aproximadamente 80% das exportações desse segmento empresarial estão em cinco estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.

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