00:00:00

Por causa das eleições, horário de verão será adiado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence, anunciou ontem que o horário de verão deve começar depois do segundo turno das eleições municipais, marcado para 31 de outubro. Segundo o ministro, isso vai garantir o bom funcionamento das urnas eletrônicas. O Ministério de Minas e Energia está analisando o pedido do TSE e deve anunciar na próxima semana a vigência do novo horário.


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence, anunciou ontem que o horário de verão deve começar depois do segundo turno das eleições municipais, marcado para 31 de outubro. Segundo o ministro, isso vai garantir o bom funcionamento das urnas eletrônicas. O Ministério de Minas e Energia está analisando o pedido do TSE e deve anunciar na próxima semana a vigência do novo horário. Se for atendido o pedido do TSE, o mais provável é que comece no dia 7 de novembro, o primeiro domingo depois do segundo turno das eleições. A idéia é fazer a mudança em um dia que provoque menos transtorno para a população. A praxe é divulgar a data 30 dias antes da entrada em vigor, para dar tempo às empresas e à população de se preparar. De acordo com o secretário de informática do TSE, Paulo Camarão, esta é a quinta eleição informatizada e o eleitor brasileiro está muito mais familiarizado com a votação eletrônica - o que deve permitir uma votação 'tranqüila' e sem filas. 'Nenhuma sessão eleitoral entrará no ar às 8h do dia 3 de outubro sem ter uma urna eletrônica', afirmou. Pertence destacou também que 'o financiamento privado (das campanhas políticas) é um investimento que se remunera à custa de corrupção' e lamentou particularmente o uso de dinheiro do narcotráfico em candidaturas. 'É notório que há financiamento privado legítimo, motivado por filiação partidária simplesmente, mas o financiamento de grandes empresas, sobretudo as que vivem de contratos com o Estado, é falsamente gratuito.' Para ele, o 'pagamento' é feito ao longo do mandato por meio de corrupção. O ministro é defensor histórico do uso de dinheiro público nas campanhas. Tradicionalmente os maiores doadores de campanhas no Brasil são instituições financeiras e empreiteiras. Pertence disse que o problema da origem do dinheiro utilizado nas candidaturas é mundial. 'A sucessão de escândalos, em escala mundial, ligada à remuneração do verdadeiro investimento em que se tem transformado o financiamento privado das campanhas levam-me a intuir que será enormemente econômico financiar com recursos públicos a campanha eleitoral.' Ele reconheceu que essa proposta 'não é popular neste momento de um certo desalento com a democracia que experimentamos no mundo todo, em particular na América Latina'.

Últimas Postagens