- 05 de janeiro de 2026
Boa Vista - Com a aproximação do dia 3 de outubro, quando serão realizadas as eleições municipais, as preocupações da prefeita de Boa Vista, Teresa Jucá (PPS), vão crescendo visivelmente à medida que seu principal adversário, Júlio Martins (PSDB), aumenta as chances de vencer a disputa. O problema central reside no fato de Júlio estar empenhado em promover "detalhada auditoria" nas contas da prefeitura, cujos furos financeiros são públicos e notórios, devido a graves irregularidades ali praticadas. Teresa tem despejado milhões de reais na campanha em busca da reeleição, distribuindo camisas, CDs, santinhos e bandeiras, além de uma revista que traz pôster da candidata, enumerando obras que teria realizado ao longo de sua gestão. Mas são obras que ninguém vê. O que salta aos olhos é uma estrutura de marketing agressivo, utilizando a mentira como arma principal e repetindo à exaustão uma fórmula que parece esgotada. A prefeita já apareceu de forma negativa no noticiário nacional, quando as revistas Época e Istoé informaram sua condenação em segunda instância pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), acusada de "burlar" concursos públicos. Na mesma ocasião (dezembro de 2003), foi divulgada sua participação em atos de bruxaria ao lado da macumbeira Joana Maria T. Carranza (residente em Brasília), funcionária contratada pela prefeitura de Boa Vista com um salário mensal de seis mil e 500 reais. Mas essa contratação não é única: a filha da macumbeira, Tharsila T. Carranza, que também mora em Brasília e é funcionária do município, com salário mensal de dois mil e 500 reais. O fato se torna ainda mais grave, ao se tomar conhecimento de que a maioria dos funcionários da prefeitura percebe salários irrisórios, com vencimentos defasados e sem qualquer aumento há mais de quatro anos. Por orientação da macumbeira, a prefeita adotou o costume de lavar as mãos com álcool todas as vezes que cumprimenta as pessoas durante as raras vezes em que circula pelas ruas da capital roraimense. Neste seu segundo mandato, Teresa permaneceu ausente mais de dois terços do período, deixando os assuntos administrativos sob o controle formal de seu vice, Iradilson Sampaio (PPS). Mas quem comanda na realidade é seu alegado marido, senador Romero Jucá Filho (PMDB). Desde que a atual campanha eleitoral teve início, a prefeita deixou de receber em Boa Vista a visita de seu namorado, Raul Jungmann, deputado federal pelo PMDB de Pernambuco. Ela agora prefere se encontrar com ele às escondidas, em Brasília, pois em Roraima continua encenando viver maritalmente com Jucá Filho, no desejo de transmitir a falsa impressão de que os dois valorizam a família. Enquanto se diverte, o casal lava a burra: no último mês de maio, a revista "Caras" publicou matéria destacando a inauguração da "Moda Nacional", riquíssima loja de multimarcas num Shopping Center de Recife, capital pernambucana. Ela pertence a Luciana Surita (filha de Teresa) e Mariana Jucá (filha de Romero Jucá Filho), jovens quase adolescentes que não têm como provar a origem dos recursos financeiros aplicados. Num período de crise financeira como a que atinge Roraima, impressiona constatar a pouca importância dispensada pelo casal Jucá. Os dois respondem a vários processos por roubo e desvio do dinheiro público, mas se sentem confiantes e inatingíveis. A macumbeira já garantiu a Teresa que ela será reeleita. Basta apenas mentir para a população, lavando as mãos com álcool todas as vezes que apertar as mãos de algum pobre necessitado. Email: [email protected]