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Dirceu diz que carga tributária brasileira é inaceitável

O ministro-chefe da Casa Civil, José Direceu, classificou nesta sexta-feira a atual carga tributária, de 37% do PIB, de "inaceitável", mas afirmou que não é possível reduzi-la pelo compromisso com o pagamento da dívida. Ele afirmou que as medidas de desoneração anunciadas pelo governo na quinta-feira mostram uma evolução. "Se não podemos reduzir a carga tributária, podemos melhorá-la", afirmou.


Fonte: Reuters Investor - www.terra.com.br O ministro-chefe da Casa Civil, José Direceu, classificou nesta sexta-feira a atual carga tributária, de 37% do PIB, de "inaceitável", mas afirmou que não é possível reduzi-la pelo compromisso com o pagamento da dívida. Ele afirmou que as medidas de desoneração anunciadas pelo governo na quinta-feira mostram uma evolução. "Se não podemos reduzir a carga tributária, podemos melhorá-la", afirmou. As medidas incluem a redução do prazo para a compensação de créditos de PIS/Cofins incidente sobre bens de capital de 4 para 2 anos para investimentos feitos até final de 2005, além da redução do prazo de 10 para 5 anos da chamada depreciação acelerada incentivada para bens de capital no Imposto de Renda (IR). Dirceu defendeu ainda que a elevação da meta do superávit primário para 4,5% do PIB e alta recente da taxa básica de juros. "Na avaliação do presidente e nossa era necessário meio por cento de juro e 0,25 (ponto percentual) de superávit para garantir que o país transite para o ano que vem", disse Dirceu em palestra a empresários na Câmara Brasil-França, em São Paulo. Como a recente alta do juro decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central foi de 0,25 ponto percentual para 16,25% ao ano, não ficou claro se o ministro se equivocou no comentário. Na quinta-feira, o governo elevou a meta de superávit primário em 0,25 ponto percentual para este ano, de 4,25 para 4,5%. Dirceu justificou a alteração do superávit com o "excesso de arrecadação" e reafirmou que os investimentos programados serão mantidos. Dois dias antes da decisão do Copom, Dirceu havia questionado se as atuais pressões inflacionárias colocariam em risco as metas de inflação, mostrando-se contrariado com a esperada alta dos juros.

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