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REAJUSTES - Em defesa do salário do marido

Foi criada ontem a Associação de Esposas de Militares, entidade que fará reivindicações em nome dos militares, que por lei não podem fazer greve ou manifestações. ''Alguém tem que se manifestar, nesse caso serão as esposas'', explica o deputado Alberto Fraga (PTB-DF). Logo após as eleições de outubro, os deputados vão votar a medida provisória (MP) que atualiza a tabela de vencimentos das Forças Armadas.


Foi criada ontem a Associação de Esposas de Militares, entidade que fará reivindicações em nome dos militares, que por lei não podem fazer greve ou manifestações. ''Alguém tem que se manifestar, nesse caso serão as esposas'', explica o deputado Alberto Fraga (PTB-DF). Logo após as eleições de outubro, os deputados vão votar a medida provisória (MP) que atualiza a tabela de vencimentos das Forças Armadas. A medida provisória será apreciada junto com outras 15 MPs, que estão na pauta e possuem prioridade de votação. Ex-oficial e comandante militar, o deputado Alberto Fraga defende que o reajuste salarial deveria ser ainda maior. Na avaliação do parlamentar, o reajuste não corrige as distorções salariais existentes na área. ''Não condiz com a realidade e as necessidades dos militares que tiveram seus salários achatados desde o governo Fernando Collor. Até hoje não se conseguiu manter uma condição de vida satisfatória para o militar, uma vez que os salários nunca acompanharam a inflação'', declarou Fraga. O parlamentar diz esperar que a complementação seja feita em 2005 com o reajuste de 17% prometido pelo governo. ''Aí eu acredito que o reajuste poderá recompor as perdas'', ponderou. Segundo a MP, a tabela de revisão salarial terá vigência retroativa a 1º de setembro e varia de R$ 4.950, que serão pagos a almirante-de-esquadra, general-de-exército e tenente-brigadeiro, a R$ 168,00 pagos a marinheiro-recruta, recruta, soldado, soldado-recruta, soldado de 2ªclasse e soldado-clarim ou corneteiro de 3ª classe.

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