- 05 de janeiro de 2026
O senador Augusto Botelho (PDT-RR) criticou a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Roraima, durante discurso feito na sessão plenária desta quarta-feira (7). O senador contou que na última semana representantes da Funai tentaram comprar propriedades de produtores de arroz na região que deverá ser a reserva indígena Raposa-Serra do Sol, em Roraima. Essa tentativa é um desrespeito, uma vez que o destino do local aguarda decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou. - Primeiro os índios ameaçaram invadir as propriedades, criaram instabilidade e depois a Funai foi lá tentar comprar as fazendas. A região está em julgamento, não pode ser mexida. Felizmente ninguém quis vender. Não acredito que o governo do presidente Lula permita que um representante seu faça uma molecagem dessas no meu estado, desrespeitando os direitos dos cidadãos - afirmou Botelho. O senador afirmou que os colonos estão na região há gerações e que os índios não ficam mais naquela terra, como afirma a Funai. - No passado, o Brasil todo foi ocupado por indígenas. Se for assim temos que transformar em reservas Niterói e São Paulo. Temos que respeitar os direitos das pessoas e no meu estado esse direito não está sendo respeitado - afirmou. Em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR) apoiou as afirmações de Botelho e disse que a Funai está promovendo a anarquia em todo o país. Para Mozarildo, a Fundação Nacional do Índio presta um desserviço ao Brasil e aos índios. Além disso, disse Mozarildo, a Funai age de acordo com a "ação nefasta" das organizações não governamentais (ONGs). Também em aparte, o senador Leonel Pavan (PSDB-SC) afirmou que a Funai tem uma visão parcial. Para Pavan, a instituição cumpre seu papel de proteger os índios, mas não é possível ao governo olhar apenas um lado da questão. "É preciso que o governo federal proteja todos os cidadãos, também os colonos, fazendo justiça e não expulsando apenas os homens do campo", disse. O senador disse lamentar a parcialidade da Funai, pois isso, em sua opinião, "é ruim para a democracia".