Produtor aprende manuseio
Técnicos do Departamento de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Estado da Saúde retornam hoje à capital, depois de um intenso trabalho de orientação para os agricultores do município de Rorainópolis. Os profissionais estão desde terça-feira (24), tomando nota dos conhecimentos e informações de cada agricultor quanto aos agrotóxicos que utilizam, se sabem dos riscos e se tomam cuidados quanto a isso.
Durante a visita, os profissionais verificam a utilização ou não de equipamento de proteção individual, bem como, vistoriaram as condições de uso, o estado de conservação do equipamento e, sobretudo, orientaram os agricultores para a aplicação de agrotóxicos de forma correta nas lavouras. As atividades, que iniciaram em Rorainópolis, se estendem a outros municípios. A próxima região monitorada será Pacaraima, no dia 9 e 10 de outubro.
Segundo Alexandre Castilho, diretor do Departamento de Vigilância Ambiental, com os resultados apurados dos relatórios, poderá se pensar em algo sistemático para prevenir a saúde de quem manuseia o agrotóxico, como também da população e do meio ambiente.
Castilho ressaltou que a meta é reunir com maior número de agricultores da região, e a parceria com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag) está sendo fundamental. “Ainda encontramos agricultores que desconhecem os riscos ocasionados pelos agrotóxicos. E é muito perigoso quando negligenciamos o uso correto no processo de
INVESTIMENTO
O Fundo Estadual de Saúde de Roraima recebeu do Ministério da Saúde (MS), investimento para fortalecer as ações de Vigilância em Saúde de população exposta a agrotóxicos. O recurso financeiro é de R$ 800 mil, em parcela única, e deverá garantir o combate às doenças originárias aos produtos químicos que atingem principalmente aos agricultores da agricultura familiar.
A previsão é que os recursos disponibilizados pelo MS, para diminuir a questão de intoxicação, sejam aplicados na capacitação de profissionais de saúde do Estado, bem como na elaboração, confecção e distribuição de material informativo e educativo, além da compra de equipamentos para favorecer o atendimento à população sujeita aos riscos de contaminação.
A iniciativa do repasse partiu do próprio MS, que começou coletar em todos os estados do país a situação de vida de pessoas expostas por agrotóxicos, quais os componentes mais utilizados e o grau de periculosidade à saúde. Na época, foi detectado que em Roraima, são 11 tipos diferentes de componentes químicos prejudiciais mais utilizados.