Energia interliga BV a sistema
Francisco Espiridião/Secom
A primeira reunião da Comissão Mista para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura Brasil/Guiana teve início na tarde desta quarta-feira (25), no Salão Nobre do Palácio Senador Hélio Campos. A Comissão foi criada na ultima reunião de cúpula do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em Montevidéu (Uruguai), em 11 e 12 de julho passado.
Pelo lado brasileiro, estiveram presentes à mesa de negociações, entre outros, o representante da Eletrobrás, Antônio Augusto Gonçalves; do Ministério de Minas e Energia, Ivone Oliveira e Paulo César Rodrigues; do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joselito Oliveira; e do governo de Roraima, o chefe da Casa Civil Sérgio Pillon e o secretário para Assuntos Internacionais, Eduardo Oestreicher.
Participaram também os representantes do consórcio empresarial QG-OAS, Frederico Marchiori, Adir Freitas, Evandro Daltro e Rodrigo Oliveira, além dos representantes do Ministério de Relações Exteriores, Marlin Kampf e Clemente Baena.
Pela Guiana, participaram das decisões a representante do Ministério de Relações Exteriores, Audrey Wadden e Elisabeth Harper; do Ministério de Obras Públicas, Mark Greene; e da Agência Guianense de Energia, Mahender Sharma.
As negociações, que têm previsão de se encerrar ao meio-dia de amanhã (26), giram em torno da construção de duas hidrelétricas em território guianense, da pavimentação da estrada entre Lethem e Linden, em território guianense, e da adaptação do porto marítimo de Georgetown, para o escoamento da produção.
Na tarde desta quarta-feira, ficou definido que o Consórcio Queiroz Galvão/OAS, que vai construir as duas hidrelétricas, aprofundou os estudos preliminares e entregou relatório à comissão guianense. Esse relatório será levado à apreciação do primeiro-ministro, que também é ministro das Minas e Energia daquele País, Samuel Hinds.
Os representantes do Consórcio QG/OAS solicitaram que seja dada uma definição breve para o assunto, para que eles possam deslanchar das obras. As hidrelétricas serão construídas ambas no rio Mazzaroni. A do Alto Mazzaroni vai produzir 1,5 mil Mw. A segunda, no baixo Mazzaroni, produzirá 3 mil Mw.
O custo das duas hidrelétricas, inicialmente, está orçado em US$ 10 bilhões. Os recursos serão captados pelo Consórcio, que ficará responsável pela comercialização da energia para o Brasil. A construção das linhas de transmissão de Boa Vista até Manaus, previstas para ficar prontas até 2015, permitirá a interligação da produção da Guiana com o Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável pelo sistema elétrico brasileiro.