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Uiramutã

Comunidade Indígena Camararém recebe escola reformada.


Governo entrega escola nova
 
Os 81 alunos de Ensino Fundamental da Escola Estadual Indígena Santa Mônica, localizada na Comunidade Camararém, município de Uiramutã, receberam na tarde de domingo (22) as novas instalações da unidade de ensino, que passou por reforma geral depois de ter sido destelhada após vendaval em junho do ano passado. A obra, que custou R$ 119 mil, foi inaugurada pelo vice-governador Chico Rodrigues (PSB) e a secretária estadual de Educação e Desportos, Lenir Rodrigues.
 
Localizada a 328 quilômetros de Boa Vista, a escola Santa Mônica fica na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, na região das serras. Ao todo 192 indígenas vivem na localidade. Oito professores indígenas lecionam na unidade escolar. Os alunos pertencem às comunidades Lilás, Cascudo, Caxiriman, Tabatinga e Camararém.
 
“As crianças agora podem estudar em salas confortáveis, com material didático apropriado e professores capacitados”, ressaltou o vice-governador Chico Rodrigues, ao anunciar que a escola passará por breve ampliação, anseio dos moradores da localidade.
Segundo ele, no atual governo as comunidades indígenas estão tendo mais prioridade por considerar que esses povos têm poucos instrumentos de defesa. “Estamos investindo na educação indígena e levando outros serviços e políticas públicas para todas as áreas indígenas do estado”, ponderou Rodrigues.
 
A Escola Santa Mônica recebeu também 30 novas carteiras, duas mesas de madeira com quatro bancos para o refeitório, uma geladeira, um freezer e um computador. A energia elétrica local é gerada por um motor e mensalmente a Secretaria Estadual de Educação e Desportos (SEED) disponibiliza 200 litros de combustível para alimentar o aparelho.
 
Para o tuxaua da Comunidade Camararém 2, índio da etnia Macuxi, Evanildo Lima Mota, com a escola nova, será possível melhorar a qualidade de ensino dos alunos, já que as aulas estavam ocorrendo em locais improvisados e isso comprometia o rendimento das crianças. 
 
Lacimar da Silva é professora e gestora responsável pela escola Santa Mônica. Ela atua há cinco anos na comunidade e também aposta na melhoria da qualidade de ensino. “Vai melhorar o aprendizado porque nossos alunos estudarão em salas arejadas e com carteiras confortáveis. Nos sentimos felizes por voltarmos para nossa escola”, frisou.
 
Conforme ela, todo o material didático adotado pela escola é adaptado para a realidade indígena da Comunidade. “A Matemática, que é considerada a disciplina de maior dificuldade de aprendizado, procuramos inovar na metodologia, fugindo do tradicional para atrair nossos alunos”, enfatizou Lacimar.
 
A REFORMA
 
A reforma da escola Santa Mônica foi fruto de acordo entre o Governo do Estado e a comunidade indígena. “No primeiro momento foi acordado com os indígenas da comunidade que fosse feita a reforma e depois se planejaria a ampliação”, enfatizou Lenir Rodrigues.
 
Segundo ela, a ampliação de salas, banheiros e salão de eventos serão contemplados pelo Plano de Ações Articuladas [PAR], do Governo Federal. “O governo estadual executou a reforma por considerar a necessidade da comunidade e também a urgência, uma vez que os alunos estavam estudando em locais improvisados”, frisou a secretária.
 
A escola tem 270 metros quadrados distribuídos em duas salas de aula, dois banheiros (masculino e feminino), copa, refeitório e sala administrativa e com acessibilidade (rampas de acesso). A próxima etapa contemplará o muro e construção de novas salas e outros ambientes. O processo está na fase de elaboração.
 
Educação indígena avança 
 
Na atual gestão a educação indígena teve avanços inéditos no Brasil. Há dois anos as comunidades sofriam com falta de professor. Atualmente a SEED contratou mais de 1.300 docentes indígenas, que estão em constante capacitação no Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima (CEFORR) e 34 escolas que funcionavam sem regulamentação passaram a atuar dentro da legalidade.
 
Além disso, os indígenas participam de forma democrática da elaboração e aprovação do Projeto Político Pedagógico (PPP). “Eles que definem o que querem na educação”, reforçou a secretária estadual de Educação e Desportos, Lenir Rodrigues.
 
Foi aprovada também a nova matriz curricular para a educação indígena. Roraima é o primeiro estado do Brasil em que a matriz curricular indígena tem a mesma carga horária da língua Materna e língua Portuguesa, além de ser o único com carreira de professor indígena reconhecida no Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações, aprovado em janeiro deste ano pela Assembleia Legislativa.
 
NOVAS CONSTRUÇÕES
 
Foram construídas cinco escolas indígenas no Estado: Escola Estadual Indígena Agrícola Pacheco (Comunidade do Ouro – Amajari), Escola Estadual Indígena Santa Rita (Comunidade Camaru – Bonfim), Escola Estadual Indígena Arthur Pinto da Silva (Comunidade Nova – Pacaraima), Escola Estadual Indígena Koko Waraura (Comunidade Laje – Uiramutã) e Escola Estadual Indígena David de Souza (Comunidade Nova – Boa Vista Rural).
 
Em toda a área indígena são 248 escolas, 13.575 alunos e 1.308 professores indígenas, de acordo com o Censo Escolar 2012.

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