Presos tem acesso a Educação
Durante três dias, autoridades e profissionais de diversas áreas estarão reunidos para o debate sobre o ensino ofertado a jovens e adultos privados de liberdade. As discussões serão realizadas durante o “I Seminário em Educação de jovens e adultos privados de liberdade e crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social: prevenção e reinserção no enfrentamento da violência”.
O evento será nos dias 23,24 e 25 de setembro, no horário noturno no Centro Amazônico de Fronteira (CAF), Campus Paricarana - Universidade Federal de Roraima (UFRR). A intenção do seminário é discutir as relações entre educação, violência, criminalidade e justiça na sociedade
brasileira, analisando a temática dentro da realidade local.
“Os estudantes e professores que atuam com a Educação de Jovens e Adultos no Estado foram convidados a participarem do encontro. Para eles, o seminário será uma aula diferenciada, pois terão a oportunidade de participar de discussões a respeito das políticas públicas voltadas a este tema”, enfatizou Jucimar Vieira, chefe da Divisão de Educação de Jovens e Adultos (DIEJA), da Secretaria Estadual de Educação e Desportos (SEED).
PROGRAMAÇÃO
No primeiro dia, a programação começará às 19 horas, com apresentação do coral “Cristo Vive”, formado por detentos da Penitenciária Agricola de Monte Cristo. Em seguida, será realizada a mesa redonda. O primeiro tema a ser debatido no encontro será “A importância da Educação e do Trabalho dentro e fora dos muros como inclusão social”, apresentado pela juíza e diretora do Programa Justiça Comunitária no Estado, Graciete Soutto Maior.
A mesa de discussões será formada por: Pedro Augusto (professor Dr. da UFRR), Márcio Rosa (promotor de Justiça) e a mediadora Edna Rodrigues de Moura, coordenadora de Assuntos Educacionais da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (SEJUC).
O segundo dia de programação terá início às 18 horas. Haverá apresentação musical e teatro com o grupo Cristo Vive. Em seguida, às 19h30min terá início a mesa redonda “Políticas da Educação de Jovens e Adultos às pessoas privadas de liberdade em espaços escolares e não escolares no Estado de Roraima”, com a secretária estadual de Educação e Desportos, Lenir Rodrigues.
A mesa de discussões será formada pelo diretor nacional de Políticas Penitenciárias, Luiz Frabrício Vieira neto, desembargador e diretor da Escola do Judiciário de Roraima, Mauro Campello e como mediadora, Ana Célia de Oliveira Paz, conselheira do Conselho Estadual de Educação (CEE).
Já o terceiro dia do Seminário também terá início às 18 horas com apresentação musical do coral masculino da penitenciária Agrícola de Monte Cristo. O tema do dia será “Políticas educacionais voltadas para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social”, apresentado por Elceni Diogo da Silva, defensora pública de Roraima.
As discussões sobre o tema serão realizadas por Flávio Corsini, professor Dr. da UFRR, Délcio Dias, juiz da Infância e Juventude, Marinaldo José Soares, psicólogo do Tribunal de Justiça de Roraima e a mediadora será Vanete Aguiar Ventura, chefe da Divisão de Projetos Especiais da SEED. O grupo teatral da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo encerrará o último dia de evento.O Seminário é uma realização da SEJUC, SEED e Grupo de Pesquisa “Didática, possibilidades metodológicas e práticas em Educação”, do Centro de Educação (CEDUC) da UFRR, com apoio de diversos parceiros.
RORAIMA
No Estado de Roraima, 92 escolas oferecem a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), sendo 22 escolas na Capital, 34 instituições indígenas e 36 escolas do interior. No total são atendidos 9.631 alunos de acordo com dados do Censo Escolar 2012.
Além disso, a SEED também oferta aos jovens e adultos privados de liberdade da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a modalidade EJA por meio de um anexo itinerante da Escola Estadual Antônio Ferreira. A oferta do ensino na unidade prisional ocorre desde 2008 e atualmente, são atendidos 325 reeducandos.
Os reeducandos também têm a oportunidade de participar das provas do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM Prisional. No ano passado, 208 pessoas privadas de liberdade participaram do Exame. O ENEM Prisional é mais uma forma de proporcionar a cidadania para os que estão nesta condição e garantir o acesso à Educação