Formados no exterio em curso
O processo de regionalização de saúde e as Redes de Atenção à Saúde no Estado serão debatidos no terceiro dia de curso para os 16 médicos com formação no exterior, integrantes do programa Mais Médicos, do Governo Federal. Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o evento, que ocorre até sexta-feira, no auditório da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde, consiste em repassar informações sobre o funcionamento dos serviços de saúde em Roraima.
A secretária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), Maria Emília Soares, explanará sobre a legalidade da regionalização de saúde, conceituando a iniciativa iniciada pelo Ministério da Saúde (MS). É previsto também um apanhado histórico do processo de implantação que vem desde 1996.
Segundo Emília, a regionalização é um princípio legal, e por ser uma diretriz organizativa do Sistema Único de Saúde, garante mais segurança e assistência integral à saúde. Ela pretende começar frisando que o modelo que se vem construindo teve o seu primeiro desenho, em 1996. Mas, foi em 2009, por causa do pacto da saúde, que deu os seus primeiros passos. À época, os gestores negociaram sobre as definições de território, o que já se vinha pensando então em duas regiões. Mas o processo estagnou.
Agora, o novo modelo vem deslanchar apenas em 2011. “Já avançamos bastante nesse processo complexo de organizar os serviços de alta e média complexidade de forma regionalizada. Mas, ao mesmo tempo, há muito o que fazer”, confidenciou.
Emília adiantou que citará algumas questões que precisam ainda de fortalecimento, uma delas é o investimento da saúde em cada município envolvido, uma vez que a regionalização de saúde prima pela organização estrutural e financeira dos três entes federados (federal, estadual e municipal).
A secretária mencionou a importância para os novos médicos do Estado estarem a par do assunto, pois cada um dos 16 médicos são figuras funcionais importantes. “Em determinado momento, o profissional médico fará parte do planejamento do município que atua, para o papel ser desempenhado bem, pois toda a demanda de alta e média complexidade vem da atenção básica”, ponderou.
A justificativa disso, Emília lembrou da palestra de abertura do curso, que todos os indicadores de saúde de referência vem de um funcionamento inapropriado da Atenção Básica. “A proposta não é que a gente adoeça, mas que tenhamos saúde”, avaliou.
TARDE
Já na parte da tarde, os participam assistem a apresentação sobre as quatro Redes de Atenção à Saúde: Rede Cegonha, Rede de Urgência e Emergência, Rede Psicossocial e a Rede de Reabilitação. Os médicos vão saber o que são, como estão organizados e quais dispositivos que estão implantados nas regiões de saúde. Hoje está no processo de implantação de três Redes, com unidades de assistência para todos. Menos a de Reabilitação, que não está organizada como rede, mas o SUS oferta o serviço à população.