Chegam 16 médicos do exterior
O Estado recebeu 16 médicos com formação no exterior para atuarem na rede de atenção básica de Roraima. Os profissionais são do Programa Mais Médicos, do Governo Federal. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) preparou uma semana de curso para repassar informações relacionadas ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em Roraima. O evento iniciou esta manhã e segue, até sexta-feira, no auditório da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CGVS).
Os médicos permanecerão no país por três anos, trabalhando em regime de 40 horas semanais, não podendo assumir outro vínculo de emprego. Os médicos vão atuar em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Boa Vista, Cantá, Caracaraí, Pacaraima e Uiramutã. Além dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Leste e o Yanomami.
De acordo com o secretário adjunto da Sesau, Miguel Ângelo D’Elia, que na manhã de hoje deu as boas vindas e falou sobre o funcionamento da Sesau, o Estado já deu entrada no Conselho Regional de Medicina (CRM) para liberação do registro provisório, pois eles só poderão atender com o número do CRM. A ideia é que eles já comecem na próxima semana.
Há seis médicos cubanos, sendo a maioria será lotado nos DSEIs. Desses, um será enviado ao município do Uiramutã. O cubano Ricardo Gonzalez será lotado em área indígena. Cada médico teve a oportunidade de escolher o local de atuação no momento da inscrição. Gonzalez afirma que escolheu Roraima, porque colegas informaram que aqui é um local tranquilo. Essa é a terceira vez que ele sai de Cuba para atuar em outro país. “Quero desenvolver um bom trabalho em Roraima”, enfatiza.
Do grupo chegado, seis são médicos brasileiros com diplomas do exterior que vão atuar em Roraima, a maioria na capital, com exceção de Otan de Lima Pereira. Ele optou pelo DSEI Leste. Pereira conhece a realidade do que é trabalhar no interior de Roraima, pois ele nasceu no município de Normandia e aos 17 anos veio a Boa Vista para concluir os estudos. “Sempre tive o sonho de ser médico. Tentei o vestibular quatro vezes em Roraima. Não tive êxito. Fui à Venezuela. Lá recebi incentivo para conseguir concluir minha formação. O Programa Mais Médicos me deu a oportunidade de voltar para trabalhar no meu país”, conta.
Além dos brasileiros e cubanos, há um médico hondurenho, um venezuelano e um colombiano. Está prevista ainda a vinda de dois dominicanos. Esses dois fizeram a inscrição, mas estão com problema na documentação. Assim que resolverem, eles serão enviados ao estado.