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Inseticida

Governo do Estado adquire inseticidas para combater a Mosca da Carambola.


Combate à mosca da carambola 
 
A Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (ADERR) recebeu nesta sexta-feira (23), 19 caixas contendo litros do inseticida espinosina, para o combate da mosca da carambola. Focos da praga foram detectados principalmente nos municípios de Normandia, Bonfim e Uiramutã, representando um risco ao setor produtivo do Estado.
A espinosina é um inseticida orgânico, oriundo da fermentação da bactéria Sacharopolyspora spinosa. Trata-se de um produto fitossanitário aceito na agricultura orgânica nos Estados Unidos e tem 100% de eficácia na erradicação de pragas, como a da mosca da carambola. Não representa risco à saúde humana e ao meio ambiente.
 
As caixas vieram do Estado do Amapá em um avião do Governo de Roraima, em uma ação conjunta envolvendo a Aderr e o Ministério da Agricultura. Até o fim do ano, serão adquiridos mais 13 mil litros do inseticida, tendo em vista a preocupação em erradicar do governo do Estado em erradicar o problema.  
 
“Estamos trazendo para Roraima, em caráter emergencial, estes inseticidas para dar fim a essa praga que tem assolado produtores em várias partes do Brasil, não somente em Roraima. Vamos começar pelo município de Uiramutã, onde os focos da mosca são maiores”, explicou Luís Carlos Estrela, superintendente do Ministério da Agricultura em Roraima.
 
A mosca da carambola está presente em três municípios de Roraima. Os frutos são contaminados por ovos introduzidos pela mosca, que ao cair no chão, se multiplica no solo.  A mosca se desenvolve em outras frutas como jambo e manga, podendo inclusive atingir legumes como o pepino.
 
O principal prejuízo para as regiões contaminadas é de cunho econômico, pois os países não querem comprar frutos frescos destes locais. Como a mosca pode ter entrado no Estado por meio da Guiana, há barreiras de fiscalizações na BR-401, no entroncamento das estradas que dão acesso a Bonfim e Normandia.
“Essa praga pode custar 500 milhões de dólares anuais ao país, caso o problema se agrave. Em Roraima, o trabalho será intensificado, para que o Estado não sofra desse mal”,  disse Luís Cláudio.

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