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Declaração de óbito

Profissionais dos 15 municípios participam de treinamento sobre declaração de óbito.


Curso de investigação de óbito
 
O Estado pretende reduzir as subnotificações de óbitos em Roraima. Por isso, profissionais do Ministério da Saúde (MS) iniciam, hoje (21), uma oficina de investigação de óbitos. O curso será ministrado aos técnicos dos 15 municípios e, ainda, aos representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas de Roraima Leste e Yanomami (DSEI).
 
Há quase 50 profissionais inscritos. A abertura do evento será hoje, às 14h, no auditório da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). O treinamento segue nos dias 22 e 23, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no laboratório de informática da Universidade Virtual de Roraima (Univirr). É o terceiro curso sobre o tema realizado pelo MS aos técnicos dos municípios do estado.
 
De acordo com o gerente do Sistema de Informações em Saúde, José Vieira, a capacitação será com ênfase no preenchimento dos instrumentos de investigação de óbito de mulher em idade fértil com idade de 10 a 49 anos, infantil e fetal. Vieira destaca que hoje, em Roraima, pouco mais de 75% desses tipos de óbitos são investigados. “A nossa meta é atingir 100%, pois só podemos reduzir essas mortes se soubermos as causas”, ressalta.
 
Conforme Vieira, a falta de informações no preenchimento das declarações causam subnotificações das causas dos óbitos. Isso dificulta os trabalhos do Estado, que precisa de informações confiáveis e específicas, pois somente com os números mais próximos da realidade, o Estado poderá elaborar ações de política de saúde. Para isso, ele precisa conhecer as causas das mortes dessas pessoas.
 
Ainda segundo Vieira, há vários entraves que tanto o Estado quanto os municípios enfrentam para realizar as investigações, como grande rotatividade de profissionais, difícil acesso às localidades indígenas. Em Roraima, os municípios de Pacaraima, Amajari, Normandia e Uiramutã têm os piores índices de investigação, quase zero. Já Boa Vista e Caroebe apresentam bons índices. “Esses dois realizam quase 100% das investigações de óbitos”, informa.
 
Para que ocorra a investigação, as fichas têm de ser preenchidas e, principalmente, de forma correta. Em cada unidade que o paciente dá entrada é feito o preenchimento de uma ficha. Se houver óbito, os profissionais terão de pegar as informações de cada ficha para fazer o consolidado e identificar quais as falhas, ou seja, o que pode ter realmente causado a morte da gestante, do bebê ou do feto e, com isso, solucioná-la.
 
É um trabalho em conjunto. Por isso, há profissionais de várias unidades, como Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN), Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), Atenção Básica, Vigilância em Saúde, entre outros. 

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