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Doação e transplantes

Atividade de tutoria no HGR é apresentada em CIB.


Captação de órgãos em Roraima
 
O projeto que institui atividade de Tutoria em doação e Transplante de Órgãos em Roraima será apresentado na 5ª reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que acontece amanhã, dia 14, no auditório da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a partir das 15h. Para dar seguimento a implantação do sistema de captação e transplante de órgãos no estado, a iniciativa precisa ser apresentada e aprovada pelos gestores municipais de saúde. 
 
A meta do governo federal é que todos os Estados realizem pelo menos transplante de córneas e de rins. Para que isso ocorresse, o MS publicou no final do ano passado, por meio da portaria 2.172, de 27 de setembro, a tutoria em doação, visando estimular centros de excelência a capacitar serviços que queriam melhorar ou iniciar a realização desse tipo de procedimentos.
 
Em Roraima, serão cursos realizados, garantindo maior treinamento de profissionais, principalmente a médicos intensivistas, que farão a manutenção do doador e a recepção do transplantado, também anestesistas, cirurgiões e equipe de enfermagem que atua na instrumentalização.
 
Para Douglas Teixeira, diretor-geral do HGR, que vai apresentar o projeto em CIB, as ações implementadas devem conseguir realizar mais transplantes no SUS, diminuir as filas de espera e os custos com TFD – Tratamento Fora de Domicílio. “Estamos nos adequando desde o ano passado com habilitação e treinamentos”.
 
Teixeira acredita que depois da tutoria os profissionais estarão aptos a desenvolver, de forma autônoma, o processo de doação e transplantes de órgãos e tecidos, no âmbito de sua área de atuação. O diretor completou o pensamento, falando que o processo de doação e transplante é muito complexo, por ser multidisciplinar é fundamental o envolvimento da população.    
 
A tutoria pode durar até dois anos, por intermédio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).  “O recurso é verba federal e por esse motivo precisa ser aprovado em CIB. Nesse sentido, não vai afetar as outras ações realizadas pelo Estado. Os requisitos já foram preenchidos para garantir a participação na tutoria”, mencionou.
 
Um dos benefícios à população com a implantação do sistema de captação e transplante no estado é a diminuição local de pessoas que aguardam por cirurgias dessa natureza. “A partir do momento que a pessoa for transplantada em Roraima e quanto mais órgãos a disposição, mais rápido anda a fila e menos tempo na lista de espera”, exemplificou.
 
PACIENTES RENAIS
 
Em Roraima, o primeiro tipo de transplante que poderá ser realizado é o de rins. O estado terá a sua própria fila, além de evitar pacientes serem cadastrados em outros estados. “Cada Estado possui fila, e essa fila é informada e gerida pelo sistema nacional de transplante, além de impedir a pessoas serem inscritas em vários estados”, lembrou.
 
Com uma equipe treinada aqui [Roraima], a fila vai ter um andamento maior focada nos pacientes locais. Ele comparou a facilidade com quem já acompanhou um TFD. “É um momento difícil e não muito agradável para o pacientes. Toda essas questões iremos deixar de lado. Para pacientes renais será um ganho muito grande inicialmente”, argumentou.
 
CENTRAL EM RR
 
A Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) está em fase de adequação em Roraima. A unidade deve funcionar 24 horas. Com isso, Roraima passará a integrar o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e estará habilitado a realizar transplantes de rim e córnea.
 
No HGR, foi criada a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOT), que terá, entre outras funções, a de criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos a possibilidade da doação de órgãos e acolher as famílias doadoras antes, durante e depois de todo o processo de doação. Assistente social, psicólogo, enfermeiro, médicos entre outros profissionais compõem a equipe.
 
A doação de órgãos ocorrerá apenas com a autorização dos familiares. Por isso é importante que o assunto seja discutido entre os familiares, pois isso ajudará na decisão da família de autorizar ou não a doação dos órgãos.

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