200 remédios listados
A Comissão Permanente de Farmácia e Terapêutica, da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima (SESAU), elencou mais de 200 remédios essenciais para comporem a Relação Estadual de Medicamentos Essenciais (RESME/RR). Pela primeira vez, o Estado contará com uma lista padronizada, exigindo assim, ao médico da rede estadual, receitar remédios dentro do recomendado.
Para divulgar a lista nos hospitais e profissionais de saúde, a Coordenação-Geral de Assistência Farmacêutica (CGAF) está confeccionando cartilhas contendo o nome de todos os medicamentos. Será feita a distribuição em todas as unidades do informativo e de um vídeo explicativo.
A lista foi elaborada por um grupo de médicos, enfermeiros, farmacêuticos e farmacêuticos terapêuticos das diversas unidades de saúde. O grupo ficou um ano em constantes reuniões incluindo o que seria e excluindo o que não seria medicamentos essenciais para o estado.
Conforme Laira Araújo, diretora do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), a iniciativa é para garantir o tratamento ao paciente, evitando que médico não peça a aquisição de medicamento que não seja usado futuramente ou mesmo, que esteja fora do que o estado compra. “Acima de tudo, que o paciente adquira o remédio fornecido da rede pública do SUS, evitando o paciente gastar do próprio bolso”, explicou.
A diretora lembrou que a Resme será atualizada e republicada anualmente, caso os prescritores médicos observarem a necessidade de inclusão ou substituição na Resme. Contudo, as mudanças passarão por uma avaliação da comissão Permanente.
Segundo ela, é a primeira vez que o Estado padroniza medicamentos essenciais à população. A intenção é a certeza da dispensação e disponibilização aos usuários. “A nossa lista atende a uma recomendação dos Ministérios Públicos e Ministério da Saúde, para haver parâmetro com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do governo federal”, comentou.
Laira disse também que será acompanhada a utilização da lista pelas unidades, para que não saiam do padrão. “Promoveremos essa política de estoque estratégico, que reduz custos e garanta o fornecimento constante dos remédios nas Unidades do estado”, ponderou.
A lista atende perfeitamente a demanda da rede, e a população não deve ficar preocupada, pois, segundo Laira, tudo será para melhorar a qualidade do atendimento. "Se dois remédios tinham a mesma função, vamos otimizar os recursos e adquirir o que tem menor preço", resumiu.