Mamadeira e chupeta só prejudicam
Orientação às mães sobre amamentação, palestra educativa sobre o aleitamento materno e enquete com servidores da Maternidade deram o tom à Semana Mundial de Aleitamento Materno. A programação segue até dia 7, próximo. No segundo dia, sexta-feira (02), ocorrerá o descerramento da placa do novo nome dado ao Banco de Leite, Banco de Leite Humano a médica Marilurdes Albuquerque, em homenagem a pediatra, parceira constante no incentivo a amamentação.
A cerimônia terá início às 9h, com o culto ecumênico conduzido pelo bispo de Roraima e pastor evangélico. Participarão do momento religioso, servidores do HMI, gestantes e mães, além do secretário de Saúde, Alexandre Salomão, e demais autoridades locais.
Segundo Rosa Leal, coordenadora do Banco de Leite, algumas pessoas serão homenageadas, entre elas, a filha da médica Marilurdes que receberá um brinde com a nova logomarca do Banco de Leite Humano. Algumas camisetas foram produzidas para a ocasião, além de algumas lembranças para as mães.
Na oportunidade, Valentina Vieira, gerente do Núcleo de Ações Programáticas da Criança, disse que as ações de incentivo ao aleitamento é importante, principalmente, para as mães com dificuldades na amamentação. Ela explicou que o Banco de Leite todos os dias realiza palestras às mães de primeira viagem ou que tenham alguma dificuldade.
A dona de Casa, Francisca das Chagas, conta que sua filha Letícia Alves, com 18 anos de idade, mãe do seu primeiro filho está aprendendo a maneira correta de amamentar. “O meu neto nasceu prematuro, de sete meses, e encontra-se na UTI para que ganhe peso. A minha filha retira o leite para que seja introduzido o alimento por sonda com dificuldades, mas ela aqui [Banco de leite] está apreendendo muito mais rápido as posições”, relatou sorrindo.
Questionada sobre a importância da amamentação, Francisca lembrou que à época cedeu aos caprichos dos dois filhos, ambos recusaram o peito com seis meses de idade, sendo que a Organização Mundial de Saúde recomenda leite materno até os dois anos.
Valentina, gerente da Sesau, reforça que o leite da mãe é o alimento exclusivo até os seis meses, ou seja, nem água a criança precisa tomar. Se a criança não aceita mais o leite, é porque foi introduzido algum outro alimento. “Quando a criança não aceita mais só o leite, é porque introduziram algum alimento antes do seis meses”, ressaltou.
Ela disse mais, “não é comum o bebê recusar o leite antes dos seis meses, o aleitamento materno, estreita o afeto entre as mãe e familiares e o filho. Além do que, o bebê só conhecia aquela alimentação. Se a mães introduzir mamadeira, chupeta, possivelmente vai prejudicar a amamentação”, alertou.
Por outro lado, Mirela de Sousa, 19 anos, que veio do Lago Grande, deu à luz ontem a um menino, não está com nenhuma dificuldade de amamentar. Ela timidamente diz que está acostumada, já que é o terceiro filho. “Ela acredita que o leite é importante, pois ajuda a crescer e desenvolver melhor o bebê”, disse, enquanto esperava o início da palestra do Banco de Leite.