Depois de várias tentativas de diálogo e atividades de reivindicações na tentativa de melhorar a qualidade no ensino público, o Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado de Roraima (SINDUERR) esgotou todas as possibilidades de conversação com o poder público. Nesse sentido, os professores se reúnem nessa terça-feira, 30, às 9h, nas dependências da UERR, em Assembleia Geral para discutir o início da deflagração de greve. Os estudantes e a sociedade interessada em uma melhor educação poderão também participar.
Segundo Lucas Avelar, foram feitas várias tentativas ao longo do último ano, entre elas, reuniões com governo estadual, audiência pública na Assembleia Legislativa, reunião com a vice-reitoria da UERR, mobilizações na Universidade, e o que houve até agora, apenas promessas não cumpridas por parte do poder público. “Esgotamos a paciência e disposição para o diálogo e cansados de esperar algo acontecer, estamos infelizmente apresentando essa medida radical. Se será efetivada ou não, amanhã será definido”, explicou.
Segundo o docente, a única coisa que aumentou – mudou na UERR - foi a perseguição da reitoria aos professores comprometidos com a qualidade e melhorias nas condições no ensino público. “Isso não se faz uma universidade de qualidade, queremos mais investimentos no ensino superior e na estrutura da instituição”, frisou Avelar.
Ele lembrou que a educação é dita como prioridade em toda a campanha eleitoral, e “a nossa reivindicação é para que seja de fato cumprido o que se prometem em época de eleição. A expectativa é a participação de mais de 70% dos professores”, ressaltou.
Outro colega de profissão, professor Jesus, se sente contemplado com a iniciativa da categoria, porque é tudo uma questão de melhorar o acesso a rede de ensino. Ele contou que saiu de Pernambuco, com a promessa de trabalhar em uma universidade bem estruturada. Porém, o que encontrou foi uma instituição pouco estruturada. “Estou aqui para colaborar com o estado, mas se é necessárias outras medidas mais enérgicas faremos prol do coletivo”, frisou.
Para reforçar a mobilização está sendo distribuído mais de dois mil panfletos, explicando o porque os professores da UERR entrarão em greve a partir do dia 30 de julho. O material é um resumo do documento já apresentado e protocolado ao poder público anteriormente. O panfleto contém dez justificativas, uma delas são: os professores da UERR recebem menos do que os professores da educação Básica do Estado de Roraima; A UERR é a única universidade pública do país que não tem Dedicação Exclusiva para que os docentes se dediquem integralmente à universidade; Porque faltam livros na biblioteca; Porque não há vestibular regular para todos os cursos.