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Vigilância ambiental

Semana debate medidas de prevenção e controle de fatores de risco.


Qualidade da água discutida
 
Os seis programas do Departamento de Vigilância Ambiental no Estado promovem pela primeira vez, uma semana de apresentação e debates sobre as medidas de prevenção e controle dos fatores de riscos relacionados ao ambiente.  A atualização começa amanhã, terça-feira, 23, e encerra na próxima sexta-feira, 26, para técnicos dos municípios da vigilância sanitária, epidemiológica, e também técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Caer (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima). O evento tem início às 8h30, no auditório da API (Academia de Policia Integrada)
 
Após a abertura oficial, a primeira apresentação será da Vigilância do Ar (Vigiar). Já no segundo dia, a vez será do programa da Vigilância da Água para Consumo Humano (Vigiágua). Segundo Ivete Fernandes, gerente do Vigiágua, o programa é um dos poucos que funcionam em todos os municípios.
 
O Vigiágua iniciou pelo Ministério da Saúde (MS) em 2007, e objetiva analisar a qualidade da água que chega às torneiras das casas. “Estamos realizando análises de agrotóxicos na água nos diversos municípios até agosto. O trabalho é realizado duas vez por ano em todos os municípios”, informou Ivete.
 
O Centro de Referência Saúde do trabalhador (Cerest) encerra o evento na sexta, que vai falar dos direitos trabalhistas e previdenciários do trabalhador, do atendimento do paciente com doenças relacionadas ao trabalho.
 
Martha Lima, gerente do Cerest, um dos gargalhos que será abordado na conversa com os profissionais é o preenchimento da ficha de notificação de acidente. “Vamos praticar com os participantes o preenchimento correto das fichas. Poucos municípios estão notificando no sistema, acreditamos que seja pelos dados incompletos”, ressaltou. “A ficha precisa está com todos os campos preenchidos, sem isso, o sistema não atualiza”, disse.
 
Nos seis primeiros meses deste ano, apenas cinco municípios vem notificando regulamente, que são: Boa Vista, que registrou 849 casos de acidentes de trabalho; Bonfim, sete casos; Cantá uma pessoa; Pacaraima uma pessoa e Rorainópolis, 73 ocorrências. Os dados são inseridos no Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan).
 
Conforme o diretor interino do Departamento de Vigilância Ambiental, Alexandre Castilho, o curso foi pensado na necessidade de implementar mais ações de Vigilância Ambiental em todos os municípios de forma mais organizada e sistematizada. “A ideia é operacionalizar estratégias de capacitação que oportunizem preparar os profissionais que atuam na interface entre ambiente e saúde. Estas ações estão fundamentadas no paradigma da promoção social, considerando as diferentes práticas setoriais na prevenção, diminuição ou resolução de problemas relacionados à saúde e ao ambiente”.

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