RR discute gestão de saúde
Todas as coordenações da Secretaria de Estado da Saúde estão mobilizadas a orientar os municípios na elaboração do Contrato Organizativo de Ação Pública da saúde (COAP). A pactuação será feita para os próximos três anos (2013 a 2015). Os trabalhos dos gestores municipais nessa quarta-feira, 10, foram com cada gerência dos Núcleos de Ações Programáticas da Atenção Básica da Sesau que possuem indicativos de metas.
Hoje 11, e sexta-feira, 12, será a vez dos secretários de saúde e coordenadores municipais de saúde sentarem com as gerências da Coordenação de Vigilância em Saúde (CGVS). Para se discutir sobre medicamentos, está agendado com a Coordenação Geral de Assistência Farmacêutica (CGAF) no próximo dia 25.
O COAP possibilita aos municípios mais chances de cumprirem os prazos estabelecidos pelo MS as metas estabelecidas na área de saúde, além de evitar perdas de recursos financeiros.
Segundo Cristina Oliveira, coordenadora de projetos da Sesau, os indicativos de pactos pela vida são o alicerce para a execução do COAP durante os três anos, sendo que todo ano o plano deve ser revisto e analisado, no intuito de saberem se estão sendo alcançadas as metas pactuadas pelos municípios.
Cristiana informou que os indicativos de Pacto pela Vida são um rol de 67 indicadores que serão pactuados. De acordo com a coordenadora de projetos, já passaram pelos Núcleos da Atenção Básica da Sesau, os gestores dos municípios de Alto alegre, Rorainópolis, Cantá, Normandia. “Aguardamos a vinda dos demais municípios”, disse.
Para pactuar novo contrato organizativo é preciso analisar as informações que foram pactuadas em anos anteriores, o que foi ou não alcançado. O MS recomenda que deva ser levado em conta os anos anteriores. “Não podemos pactuar assim, de uma hora pra outra, temos que ter uma série histórica de pactuações e resultados, para pensar nos anos seguintes”, esclareceu Cristina, lembrando que a série histórica é entre 2010 e 2012.
REDUZIR NÚMEROS DE ÓBITOS
Segundo Mária Cruz, gerente do Núcleo de Ações programáticas de Saúde da Pessoa Idosa, um dos indicadores discutidos com os municípios é a redução da taxa de mortalidade prematura abaixo de 70 anos. As mais comuns são doenças crônicas não transmissíveis, que são problemas no aparelho respiratório, diabetes, câncer, entre eles. “Os indicadores, por serem números complexos, estamos com cada município para juntos vermos os números que estamos trabalhando, se é real de fato ou o que podemos mudar”, comentou.
Para Márcio Herbert, representante do secretário de saúde de Normandia, esse momento prévio de análise dos indicadores é importante, para atuar dentro daqueles motivos que são sinais de alerta para a região. “O plano norteia os gestores a reverter muitas coisas no âmbito da saúde, a fim de que não torne uma situação caótica”, frisou.
Sobre os desafios enfrentados em Normandia, o representante do gestor da saúde diz que estão sendo cadastradas as famílias, no intuito de mapear os tipos de doenças precoces que aparecem. A ideia é evitar casos de internações e intervenção cirúrgicas desnecessárias.
Possíveis dúvidas deverão ser sanadas também durante a estada de técnicos do Ministério da Saúde que estarão na próxima semana.