Em Roraima, foram registrados 883 casos de desnutrição aguda (crianças visivelmente magras) no ano passado. Os números podem ser bem maiores, pois a maior parte dos casos é referente aos dados de acompanhamento dos beneficiários do Programa Bolsa Família. Para combater casos de desnutrição, o Ministério da Saúde (MS) preconiza que as crianças tenham um acompanhamento mínimo de consultas durante os seis primeiros anos de vida.
Conforme o calendário mínimo de consultas, o recém-nascido terá de passar por acompanhamento para assistência, pelo menos, seis vezes até completar um ano de idade. No segundo ano de vida, as consultas ambulatoriais reduzem para duas e do terceiro até o sexto ano, a criança terá de ir a uma consulta por ano. Na tabela abaixo, estão descritos os dias e meses exatos para as consultas.
A gerente do Núcleo de Ações Programáticas de Alimentação e Nutrição, Maria do Livramento Rêgo, ressalta ainda que o número de consultas pode alterar. Caso ocorra alguma intercorrência, os pais devem procurar assistência médica fora dos prazos preconizados.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) está preocupada em combater casos de desnutrição aguda, pois, se não tratada, ela pode agravar e transformar-se em desnutrição crônica. Conforme a assessora técnica do Núcleo de Ações Programáticas de Alimentação e Nutrição, da Sesau, Leila Brolini, os casos de desnutrição aguda são reversíveis e facilmente tratados. No entanto, é necessário que os pais levem as crianças para atendimento nas unidades de saúde.
Hoje, há bons programas do Governo para o combate à desnutrição, entre eles, Vitamina A, Bolsa Família e Ferro. Com isso, o Estado garante condições para o pleno crescimento e desenvolvimento infantil. Os suplementos de Vitamina A e ferro estão disponíveis nos postos médicos.
Para combater a desnutrição, a equipe da Sesau pede às famílias que levem as crianças, nos períodos recomendados, às Unidades Básicas de Saúde (UBS) mais próximas de suas residências. Os pais têm de levar a caderneta de saúde. Assim, os profissionais terão como registrar informações básicas de acompanhamento do desenvolvimento infantil, tais como peso e altura. Dessa forma, reduzem-se ainda possíveis subnotificações.
De acordo com Livramento, além de utilizarem as informações das medidas antropométricas (peso e altura) da criança, os dados terão de ser preenchidos em um formulário específico para condensarem os dados e abastecerem o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan/Web). Com isso, o Estado terá dados mais próximos da realidade.