Reprovação de Dilma triplica
RIO - A popularidade da presidente Dilma Rousseff despencou nas últimas três semanas de protestos pelo país e a porcentagem dos que consideram sua gestão boa ou ótima foi de 57% registrados na primeira semana de junho para 30%, aponta pesquisa Datafolha publicada neste sábado.
Comparada à pesquisa anterior, cuja queda de Dilma já era vista como a maior desde o início do mandato, o total de entrevistados que consideram a gestão da petista como ruim ou péssima disparou de 9% para 25% e, numa escala de 0 a 10, a nota média de sua administração caiu de 7,1 para 5,8.
Segundo o instituto, a queda de Dilma pode ser considerada a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando houve o confisco da poupança.
Apenas em junho, a presidente perdeu mais de 20 pontos em todos os recortes de idade, renda e escolaridade, e também em todas as regiões brasileiras.
Sobre o desempenho da presidente Dilma frente aos protestos, 32% acharam que sua postura foi ótima ou boa; 38% viram como regular e outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.
A avaliação positiva da gestão econômica também sofreu forte queda e desabou de 49% para 27%. A taxa de pessoas que acreditam que a inflação vai aumentar subiu e foi de 51% para 54%. Assim como os que acham que o desemprego vai crescer (de 36% para 44%) e o poder de compra do salário vai cair (27% para 38%).
Queda é comparada à crise no governo Lula
O índice de aprovação de 30%, dentro da margem de erro, é semelhante ao pior desempenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (28%), registrado no final de 2005, ano em que foi revelado o escândalo do mensalão.
O pior desempenho do governo Fernando Henrique fora registrado em setembro de 1999 (13%).
Nos últimos dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos.