Dando continuidade às ações que visam à redução da mortalidade infantil em Roraima, as Secretarias de Saúde do Estado e Municípios e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Yanomami e Leste) iniciaram uma sequência de oficinas para médicos e enfermeiros da atenção básica. A capacitação utiliza a estratégia da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) no período Neonatal.
AIDPI Neonatal é uma estratégia que permite aos profissionais de saúde detectar e classificar precocemente as principais doenças e fatores de risco que afetam crianças até dois meses de idade. Essa linha de atenção integrada objetiva reduzir a incidência e o agravamento de doenças que atingem os recém-nascidos e diminuir a ocorrência de sequelas ou complicações que podem afetar a saúde da criança.
Em média, 104 profissionais de saúde que atuam na área indígena de 13 municípios o estado deverão passar pelo treinamento. De acordo com a programação, cinco oficinas serão realizadas. A primeira turma conclui a capacitação nesta sexta-feira, 28, no auditório da Escola Técnica do Sus (Etsus).
As próximas turmas de profissionais que cuidam dos povos indígenas serão na segunda quinzena de julho, agosto, setembro e outubro. Quanto aos profissionais da rede básica de saúde da capital, será ministrada uma única oficina, com participação prevista para 20 médicos e enfermeiros. A data está sendo definida.
Agora, para contemplar as duas regiões de saúde dos municípios do interior (Comissão Intergestores Regional Sul – CIR Norte e Sul), a ideia é promover duas atualizações no segundo semestre deste ano. Todas as capacitações terão uma carga horaria de 32 horas/aulas.
Com base em conhecimentos técnicos atualizados, a Organização Pan- Americana da Saúde elaborou uma descrição sobre como atender crianças desde o nascimento até os dois meses de idade. Essa descrição foi feita mediante uma série de normas específicas para cada doença, complementada com materiais de capacitação para ensinar os profissionais de saúde que atendem a criança no processo de atenção integrada.
A gerente do Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Criança, Valentina Vieira, ressaltou que o AIDPI Neonatal contribui ainda para aprimorar as práticas profissionais de tratamento e atendimento em saúde neonatal, e melhorar o conhecimento e a prática das famílias para a prevenção de doenças e promoção da saúde. “Também contemplam as intercorrências das gestantes”, completou.
Valentina destacou que as oficinas promovidas pelo Estado, com apoio das demais esferas de governo, contam com seis facilitadores qualificados pelo Ministério da Saúde, que atuarão no processo de multiplicação da estratégia que são Neonatologistas e pediatras.
Outras parcerias estabelecidas para as oficinas são da Sociedade Roraimense de Pediatria, do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, da Escola Técnica do SUS-ETSUS e da UFRR/Centro de Ciências da Saúde.
DADOS
Em Roraima, a mortalidade infantil em 2009, foi de 18,82/1000 nascidos vivos. Quanto a 2010, o índice foi de 12,25. Em 2011 12,25. Com relação ao ano de 2012, a taxa ficou em 13,54. Os dados sujeitos a alteração são dos Sistemas de Informação sobre Nascidos Vivos e Óbitos (SINASC e SIM). A taxa nacional preconizada pelo Ministério da Saúde é até 20/1000 nascidos vivos.