Médicos com especialidade
O deputado Luciano Castro(PR/RR) ao defender a proposta da presidente Dilma Rousseff de importar médicos para ocuparem as regiões íngremes do país, atentendo aos reclamos populares das ruas, acha que "tudo isso é importante", mas ressaltou que esse profissional de outro país deve vir com uma especialidade.
Em reunião com governadores e prefeitos, na última segunda-feira (24), a presidente Dilma Rousseff, em resposta aos protestos das últimas semanas, propôs uma série de medidas como, a liberação de 50 bilhões de reais para o transporte, um plebiscito sobre reforma política e a contratação de médicos do exterior.
A presidente também informou que o governo vai expandir as vagas de residência médica e o número de bolsas para estudantes de graduação interessados em participar de projetos da rede pública. Segundo a presidente, as medidas vão significar a criação de mais de 11 mil novas vagas de graduação e 12 mil de residência para estudantes brasileiros até 2017.
Especificamente quanto à contratação de médicos estrangeiros, o assunto ganhou repercussão no Congresso Nacional. O deputado Luciano Castro acha que os profissionais vindos de outros países podem ser úteis, mas somente em áreas de especialização carentes no Brasil.
“Eu não vejo isso como uma necessidade de urgência, eventualmente, algumas áreas de especialização, podemos ter a necessidade de ter esses profissionais, mas isso, de uma forma geral", observou o deputado roraimense. Ele observou também que "as nossas faculdades de medicina formam muitos médicos qualificados. No Brasil, a medicina é avançada e muita gente de países vizinhos vem se tratar aqui. Portanto, eu acho prematuro o governo estimular a vinda de médicos nesse grau.
Segundo Luciano Castro, uma ou outra especialização, que ainda esteja carente no mercado brasileiro "eu concordo com a importação do profissional. É importante que se busque os melhores profissionais lá fora e que queiram vir trabalhar aqui para atender a população mais necessitada, onde faltam médicos, como é o caso das regiões mais distantes dos grandes centros. E não deve haver uma limitação de tempo".
Castro observou ainda que o médico estrangeiro deve ficar o período que for importante para ele e para o país. " Bom profissional é sempre bem-vindo, principalmente os especialistas que nós não temos ainda, ou que temos em menor número, insuficiente para um bom atendimento à população. Principalmente pela rede pública, que é precária e não consegue prestar um bom serviço e gratuito pelo SUS, como todos os brasileiros têm direito".