Brasileira e 3 venezuelanos com o vírus
Com a chegada do resultado de três exames para identificação do sorotipo do vírus da Influenza, enviado pelo IEC (Instituto Evandro Chagas), na última sexta-feira, 21, a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau) registrou até agora, quatro casos confirmados de H1N1. Desses, três são em venezuelanos e um, numa brasileira que teve filho recentemente (puérpera).
Os três venezuelanos vieram a óbito. O primeiro foi o idoso de 63 anos, que estava no Hospital Geral de Roraima desde 15 de maio, falecendo 25 dias depois, no dia 09 de junho. Nesse mesmo dia (09), outro casal deu entrada no HGR por volta de 13h, sendo que o jovem de 20 anos foi a óbito às 0h15 do dia 10; a mulher, no dia 17 de junho.
A brasileira segue internada na Unidade de Terapia Intensiva, do HGR. O material coletado dos pacientes na unidade hospitalar foi encaminhado ao Laboratório Central de Roraima (Lacen), que deu positivo para Influenza. Com isso, as amostras foram encaminhadas ao IEC para fazer o PCR, exame que subtipa o vírus da influenza.
Desde 2009, quando houve a pandemia da doença, Roraima registrou 82 casos de gripe por H1N1. O último foi em 2012. Em 2009, foram 81. Não há registros da doença nos anos de 2010 e 2011. No caso da brasileira, não existe nenhum registro de que ela esteve nos últimos meses na Venezuela. “O vírus circula em todo o mundo e em Roraima não é diferente. Estamos em um período sazonal do vírus”, disse a gerente do Núcleo de Controle da Influenza, da Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde, Mônica Laís Soares.
Para evitar a transmissão da doença, a gerente aconselha lavar as mãos constantemente, não compartilhar copos, talheres com outras pessoas, manter repouso e evitar lugares fechados e com aglomerações de pessoas. “Temos medidas de controle, tratamento e prevenção do vírus. Como já é um vírus conhecido, temos protocolo para seguir e tomar cuidados”, afirmou.
Segundo Mônica, as medidas para tratar a Influenza são feitas antes da confirmação do diagnóstico. O paciente assim que dá entrada na unidade sentinela com suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou Síndrome Gripal (SR), faz exame para verificar o tipo de vírus.
A SRAG caracteriza-se por febre, mesmo que referida (quando o paciente diz que teve e no momento da avaliação na unidade não está), tosse e que foi internado na UTI. Nesses casos, a coleta para exames de influenza é feita em todos os pacientes dentro da UTI. “Ele (paciente) já é medicado com antiviral”, disse.
Os sintomas da SR são quase os mesmos da SRAG: febre, mesmo que referida, tosse e com início de sintomas de gripe de até sete dias. Segundo Mônica, caso haja sinais de gravidade, interna. Caso contrário, é liberado. “Se o paciente for do grupo de risco, ele recebe medicamento para tomar em casa”, explicou.
A orientação é tomar cuidados para evitar a gripe, principalmente nesse período chuvoso, já que independente do subtipo, gripe mata, principalmente se houver outra doença de base. Quem apresentar os sintomas deve procurar um médico.