A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite encerra nesta sexta-feira (21). Em Roraima, até agora, apenas quatro municípios atingiram a meta de vacinar 95% das crianças de seis meses de vida a cinco anos de idade: Caracaraí, Caroebe, Pacaraima e Normandia. A campanha iniciou no dia 08 de junho.
De acordo com Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), em todo o Estado, das 44.559 crianças que fazem parte da faixa etária estabelecida, 35.559 já foram vacinadas, o equivalente a 79,8% do público-alvo. Dos quatro municípios, três ultrapassaram 100% de cobertura, que são: Caracaraí (110,01%), Pacaraima (101,95%) e Uiramutã (102,95%). Já Caroebe atingiu 96,34%. Os dados são do SI-PNI (www.pni.datasus.gov.br).
Boa Vista é o município onde concentra o maior número de crianças que fazem parte do público-alvo, 26.242. Destas, apenas 79,43% já tomaram a vacina, o que significa que mais de cinco mil crianças ainda devem ser imunizadas na capital. Os pais precisam ficar atentos ao prazo, pois ainda não há perspectiva de prorrogação.
As doses da vacina ainda estão disponíveis nos postos de saúde com sala de vacinação. Para tomar a vacina basta apenas levar a caderneta da criança. “O acesso é fácil e rápido, por isso, não existe desculpa para a criança não receber as doses. Mesmo as crianças com esquema vacinal em dia, deverão participar da campanha. A imunização é importante para evitar doenças graves”, frisou Roberta Rizzo, coordenadora do PNI.
Conforme Roberta, esta é a 34ª campanha nacional realizada e há 24 anos o Brasil erradicou a doença no país. “É necessário que os responsáveis pelas crianças tenham a devida atenção quanto à importância de a criança tomar as doses. São apenas duas gotinhas para garantir a proteção da saúde dos filhos”, enfatizou.
DOSAGEM
A vacina induz boa imunidade intestinal e humoral. Confere proteção contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3, e sua eficácia é em torno de 90% a 95% com a administração de três doses. A pólio é uma doença contagiosa causada por vírus deixando sequelas imanentes. A facilidade de movimentação das pessoas de um lugar para outro no mundo favorece a disseminação desse vírus, que pode ser reintroduzido em um país que já não apresente mais casos.