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Transfusão de sangue

Notificação de eventos adversos é tema de curso.


Profissionais serão atualizados  
Profissionais dos hospitais públicos e privados serão atualizados, em relação ao preenchimento e envio on-line das notificações de eventos adversos relacionados à transfusão sanguínea. O treinamento acontece nesta quinta-feira, 20, às 15h, no Hemocentro de Roraima, unidade responsável pelo curso, em parceria, com a Vigilância Sanitária Estadual.
 
A Hemovigilância, tema do treinamento, é um conjunto de procedimentos para o monitoramento das reações transfusionais. As informações devem ser repassadas pelo profissional da unidade, por meio da internet, com um senha individual, utilizando o Sistema NOTIVISA (Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária) da ANVISA.
 
Segundo a palestrante Eliene Gomes, fiscal sanitário, Roraima é um dos estados do país com zero de notificações. “A ideia é sensibilizar da importância, e iniciar com as notificações”, explicou.   
 
Conforme a fiscal, a ferramenta informatizada funciona para receber as informações sobre eventos adversos ocorridos durante a transfusão, seja ele imediato ou tardio. “O paciente recebe o sangue, e durante o processo sente febre, dor de cabeça ou ânsia de vômitos, o profissional deve imediatamente notificar o caso, visando à segurança do paciente”, exemplificou.
Eliene alertou ainda, para casos adversos que tenham ocorridos dias depois da transfusão de sangue (tardio), também devem ser observados e notificados pelo profissional.
 
Os participantes na capacitação irão aprender o correto preenchimento da ficha de notificação e envio das informações. “Os participantes irão trazer fichas já preenchidas para serem notificadas no sistema”, informou.
 
A partir das notificações a Vigilância Sanitária Estadual monitora todas as notificações realizadas pelos estabelecimentos de saúde, e repassa as informações à ANVISA. 
            
SISTEMA
 
O NOTIVISA possui mais duas áreas de atuação, além da hemovigilância. O sistema monitora a Tecnovigilância que são investigados, quando notificados, produtos e equipamentos de saúde que apresentam defeitos constantes. Um exemplo, seringas e luvas que apresentam defeitos rotineiramente ou produto comum são os anestésicos que não funcionam como deviam. Esses e outros produtos precisam ser notificados e investigados.
 
A segunda área é a Farmacovigilância (efeitos dos medicamentos). Ou seja, avalia o risco-benefício dos medicamentos e as consequências na sua utilização, servindo como suporte instrumental para as atividades de vigilância sanitária. 
 
Todos os profissionais de saúde tem o dever de notificar eventos adversos e desvios de qualidade de medicamentos que ocorrem na prática clínica. Estas informações subsidiam o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para identificar reações adversas ou efeitos não desejados dos produtos. Além disso, podem aperfeiçoar o conhecimento dos efeitos dos produtos e, quando indicado, alterar recomendações sobre seu uso e cuidados. Por fim, ajudam na regulação dos produtos comercializados no Brasil.

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