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Fronteira Norte

Saúde orienta para fluxo em Pacaraima


Os pacientes venezuelanos enfermos que cruzarem a fronteira, tanto de ambulância como de veículo particular, terão de ser atendidos primeiro no Hospital Délio Tupinambá, município de Pacaraima, fronteira com a Venezuela. Caso o problema não seja resolvido, para se deslocar até a Boa Vista será preciso referenciar o caso para uma das unidades de assistência especializada na capital, como já acontece com os brasileiros que precisam de atendimento médico.
 
A orientação é resultado da visita técnica feita pelo Núcleo de Controle da Influenza, Departamento Estadual de Vigilância Epidemiológica, CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta terça-feira, 11, na unidade de saúde de Pacaraima, com a participação dos representantes de Santa Elena de Uairén.
 
Os profissionais de saúde dessas unidades foram orientados sobre a necessidade de seguir esse fluxo, visto que Roraima vive período de chuvas e aumento considerado de atendimentos de pacientes com sintomas de Síndrome Gripal (SG) nas unidades de saúde. Os sintomas de SR são febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta, dor de cabeça, mialgia (dor nos músculos) ou artralgia (dor nas articulações).
 
Por isso, a Secretaria Estadual de Saúde quer identificar quem são esses pacientes venezuelanos que hoje, estão se deslocando direto, sem primeiro passar pela unidade mais próxima, bem como, preparar a unidade que irá recebê-lo na capital. Três casos chegaram ao Hospital Geral de Roraima sem obedecer a esse fluxo.
 
Dois desses vieram a óbito, sendo que apenas um foi confirmado com o H1N1, o venezuelano, de 63 anos, que estava na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do HGR desde 15 de maio. Ele morreu no domingo, por volta das 15h45, devido a complicações relacionadas à Influenza A. Ainda no domingo, outros dois pacientes chegaram ao HGR, sendo que um deles foi a óbito, às 0h15 do dia 10. O outro segue internado na unidade.
 
O material coletado foi encaminhado ao Lacen (Laboratório Central de Saúde de Roraima). O resultado deve sair nesta semana. Caso confirme a presença de Influenza, as amostras serão encaminhadas ao IEC (Instituto Evandro Chagas), no Pará, para fazer o subtipo do vírus. O laboratório é referência na região Norte. Desta forma, Roraima tem até o momento um caso confirmado de H1N1.
 
De acordo com o secretário adjunto de Saúde, Miguel Ângelo D’Elia, durante coletiva hoje, a Sesau está preocupada com o trânsito de pessoas doentes, e por isso precisa mapear e gerenciar as ambulâncias e veículos particulares dos países vizinhos, que se deslocam ao Estado. “Nessa visita técnica as equipes foram orientadas, todos os telefones de contato foram repassados, então, todos já sabem que precisam referenciar e comunicar aqui”, disse.
 
Segundo ele, esse fluxo já é seguido em Bonfim, fronteira com a Guiana. “Os pacientes de lá (Guiana) já seguem esse ritual. Quando tem necessidade de um atendimento mais especializado, como maternidade, Hospital da Criança e Hospital Geral, então é feita a regulação”, informou.
Quanto ao H1N1, D’Elia lembrou que desde a pandemia de 2009, o vírus da Influenza circula no mundo, e o importante é prevenção, já que todas as medidas de controle, tratamento e controle do vírus são adotadas.

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