Hospital recadastrar pacientes
Para recadastrar os pacientes ostomizados do estado, o Hospital Coronel Mota (HCM) realiza na próxima sexta-feira, 14, uma atividade que busca reunir, além dos pacientes usuários de bolsas de ostomia, enfermeiros, diretores de unidade, profissionais da atenção básica, agentes de saúde. O evento acontece a partir das 14h, no auditório do Hospital Geral de Roraima (HGR).
O evento quer estimular as pessoas submetidas à cirurgia de estomia (cirurgia que cria um orifício no corpo permitindo comunicação com o exterior) a voltarem ao HCM, e adquirir as bolsas coletoras e adjuvantes de proteção e segurança, que estão disponíveis na unidade. São mais de R$ 90 mil de material disponível em estoque.
Segundo Erineuda Teixeira, diretora-geral do HCM, mais de dois tipos diferentes de bolsas de ostomia estão disponíveis na unidade, além de mangas coletoras, que é um material novo. O material permite dar mais comodidade ao usuário, tipo atividade esportiva, desde natação até vestir uma roupa mais justa. “O kit ajuda na autoestima e dar maior qualidade de vida. Para uso do material, o paciente deve passar por uma avaliação médica”, explicou.
O HCM é uma unidade de referência que atende todo o estado, com exames e consultas médicas especializadas. A unidade possui mais de 70 pacientes ostomizados cadastrados, sendo quatro do interior e 67 capital. Entretanto, apenas 30 são regulares, ou seja, que retiram o material mensalmente. Acredita-se que há pacientes não cadastrados, por desconhecer o serviço.
EVENTO
O evento pretende mostrar como será adotado o fluxo de atendimento. Para ser cadastrado ou renovar o cadastro, o paciente tem que marcar uma consulta e solicitar uma avaliação para fazer a ficha cadastral. Dois enfermeiros estão sendo orientados para atenderem os pacientes ostomizados. “O paciente passará por uma avaliação com o enfermeiro, para tiragem de dúvidas e, sobretudo, saber da situação deles”, comentou.
Na avaliação, o profissional irá indicar ao paciente qual o dispositivo que irá melhor se adequar às necessidades dele, além de orientações com relação à utilização da bolsa e aos cuidados com o estoma, além de informações nutricionais que favorecem a qualidade de vida de um ostomizado, devendo evitar alguns alimentos, como os que produzem gases e irritam o intestino.
Outro benefício da avaliação é que o ostomizado e o profissional de saúde saberão, por exemplo, se o estoma apresenta alguma complicação, se o paciente está sabendo utilizar adequadamente as bolsas, o aspecto da pele periestomal e a indicação do dispositivo coletor ou acessório mais adequado àquele paciente.
Na entrega, pela unidade de bolsas coletoras de ostomia, o paciente recebe cerca de 20 bolsas, visto que o material precisa ser trocado a cada três dias, mas a unidade já possui bolsas com durabilidade maior. Os pacientes do interior recebem um quantitativo maior. “Temos bastantes bolsas, e algumas sofisticadas e queremos que os usuários façam uso delas”, enfatizou Erineuda.
PESSOA OSTOMIZADA
É aquela que precisou passar por uma intervenção cirúrgica para fazer no corpo uma abertura ou caminho alternativo de comunicação com o meio exterior, para a saída de fezes ou urina, assim como auxiliar na respiração ou na alimentação. Essa abertura chama-se estoma. Muitos são pacientes que tiveram câncer no intestino que não defecam mais pelo ânus, e precisam do uso da bolsa para armazenar o conteúdo gástrico.