Saúde treina profissionais
Com o período de inverno e caso seja necessária uma investigação de surto gripal, os profissionais de saúde dos hospitais da rede pública e particular passaram por atualização. O treinamento que ocorreu nesta terça-feira, dia 28, focou na coleta e a armazenagem do material para exames, além dos cuidados para transportar as amostras até o laboratório de pesquisa.
O treinamento realizado pelo Núcleo Estadual de Influenza e o Laboratório Central de Roraima (Lacen/RR) abrangeu parte teórica e prática. Estiveram presentes profissionais do laboratório, Unidade de Vigilância Epidemiológica, Hospital Geral de Roraima, Maternidade, Policlínica Cosme e Silva, Casa do Índio, Distritos Sanitários e Unimed.
Segundo Cátia Meneses, biomédica do Lacen, o treinamento acontece todos os anos, sempre entre abril e maio, para profissionais estarem mais sensíveis na detecção e monitorar realmente os vírus respiratórios que circulam em nosso estado esse momento.
O Lacen/RR realiza pesquisa de sete vírus respiratórios no estado, que são: a influenza A e B, Parainfluenza I, II e III, Adenovírus e Vírus Sincicial Respiratório. “O Lacen-RR unidade recebe amostra para exame até nos finais de semana. Não há justificativa de perda de amostra”, disse.
Mônica Soares, gerente do Núcleo de Controle da Influenza, uma coleta bem feita só terá êxito se o transporte também for feito corretamente. “As mostras devem ser mantidas em ambiente refrigerado e enviadas ao Lacen da mesma forma”, disse.
A gerente acrescentou que o curso ocorre todos os anos devido à rotatividade de profissionais nas unidades sentinelas e nas unidades de saúde. Conforme ela, os exames coletados são enviados ao Lacen-RR, para descobrir se a amostra é negativa ou positiva.
Agora, quando é descoberta a ausência de vírus, o tratamento é feito normalmente. Mas, quando é positiva a detecção, as amostras são enviadas para o laboratório do Instituto Evandro Chagas, referência na região Norte, para determinar qual vírus se trata.
Segundo Cátia, não há o porquê de alarmar a população quanto a surto de qualquer um dos tipos de Influenza, pois desde 2004, existe monitoramento semanal do vírus respiratório no estado.
Segundo ela, as unidades sentinelas coletam amostras de pacientes suspeitos e encaminham ao Lacen toda semana. “Padronizamos uma demanda de 25 amostras semanais. Recebemos também coletas de outras unidades que não são classificadas como sentinelas. Com esse ritmo, a demanda neste período é grande, mas já é esperado e estamos preparados”, tranquilizou.
As unidades sentinelas responsáveis em coletar mostras para investigação de casos suspeitos do vírus gripal são a Casa do Índio, Policlínica Cosme e Silva, Hospital Geral de Roraima, Hospital da Criança, hospital Délio Tupinambá, em Pacaraima.
Higienização ajuda a prevenir
A biomédica do Lacen, Cátia Meneses, alertou nesse período de maior número de casos à população quanto às medidas preventivas. Uma das mais importantes é a higienização das mãos, pois evita o contágio, conhecido como transmissão manual.
Conforme explicou, há pessoas que acreditam que a contaminação acontece, por meio da transmissão respiratória apenas. Um grande engano. Além do ar, o vírus fica presente sobre superfície também. “Quando uma pessoa resfriada toca em certo lugar e outra pessoa tocar no mesmo local, ela pode se contaminar”, frisou.
É de suma importância lavar as mãos com água e sabão ou com álcool 70 (em gel). Outra medida preventiva é sempre espirrar e tossir com um lenço protegendo as narinas e a boca, como também evitar locais com aglomeração de pessoas.