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Raul Lima

Exigência para médico estrangeiro é essencial


 

 
 
Médicos estrangeiros que quiserem exercer a profissão no Brasil devem continuar sendo, obrigatoriamente, aprovados no Revalida, prova aplicada pelo governo para verificar se eles têm a formação adequada para atender a população brasileira. Essa posição foi consenso entre os participantes da audiência pública promovida nesta quarta-feira (15) pelas comissões de Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Seguridade Social e Família da Câmara.
 
Nas últimas semanas, ministros acenaram com a possibilidade de incentivo a que médicos de outros países venham trabalhar no Brasil. O argumento é que isso vai ajudar a suprir a falta desses profissionais no interior do País, nas periferias das grandes cidades e na atenção básica à saúde.
 
Reprovação de estrangeiros 
O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, destacou que a reprovação dos médicos formados do exterior no Revalida chegou a 95% em alguns anos. Segundo ele, isso mostra que o processo de avaliação dos médicos formados no exterior deve ser rigoroso, sob pena de colocar em risco a saúde e a vida da população.
 
O deputado federal Raul Lima (PSD-RR) afirmou que não é contra a vinda de médicos formados no exterior - seja na Bolívia, em Cuba, Espanha, Portugal ou na Inglaterra, mas que devem continuar sendo avaliados. “Não podemos aceitar que eles não sejam avaliados nas suas qualificações, comprovando sua condição de exercício da profissão, como acontece com o médico brasileiro, quando vai para qualquer outro país exercer a sua profissão."
 
Entretanto, o deputado defende a flexibilização da prova para médicos brasileiros que venham exercer a profissão temporariamente na área de atenção básica à saúde. "Eu sei que hoje, o número de médicos formados é insuficiente para dar uma resposta imediata a esse processo. Acho que uma das alternativas pode ser a contratação temporária de médicos brasileiros formados no exterior. É lógico que, para ter essa contratação, tem que se levar em consideração a qualidade dessa formação”, concluiu Lima.

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