RR e Guiana se entendem
O governador José de Anchieta recebeu, na manhã desta segunda-feira (20), a embaixadora da Guiana no Brasil, Merlin Udho, e o chefe da delegação guianense do grupo de infraestrutura Brasil/Guiana, Wilson Brassington. Eles discutiram o desenvolvimento das obras de infraestrutura na fronteira e a integração dos dois países.
Anchieta ressaltou o reconhecimento pelo Itamaraty de que o estado de Roraima deve participar das discussões que envolvam a tríplice fronteira Brasil-Guiana-Venezuela. “Nossa posição geográfica é estratégica no desenvolvimento dessas relações e temos acompanhado nos ministérios das Relações Exteriores, das Minas e Energia e dos Transportes os estudos para viabilização desses projetos”, disse.
Merlin Udho destacou a importância de esse contato ser realizado por meio do Governo de Roraima e os avanços conquistados ao longo dos últimos anos. “As relações, em especial se tratando de infraestrutura, têm sido de alto nível e percebemos o aumento na relação comercial e a integração entre as duas nações com as assinaturas de acordos”, afirmou.
O chefe do Executivo se comprometeu em viabilizar um encontro entre os presidentes da Guiana, Donald Ramotar, e do Brasil, Dilma Rousseff. “Entendemos que esse é o momento desse encontro, pois os dois países precisam definir diretrizes que são importantes para os dois lados”.
INFRAESTRUTURA - Ainda durante a audiência, Anchieta discutiu sobre os trabalhos que estão sendo realizados pelo grupo técnico Brasil/Guiana, instituído por meio de um memorando assinado em dezembro de 2012.
No último dia 3, uma comitiva guianense da área de infraestrutura esteve reunida com técnicos do governo estadual, ouvindo as propostas e conhecendo a realidade do estado nesse setor. Estão em discussão os acordos para as construções da estrada no trecho Lethen-Linden; de duas hidrelétricas no rio Mazzaruni; de um linhão de transmissão de energia e do porto de águas profundas no rio Beberbice.
Segundo o chefe da delegação da Guiana, Wilson Brassington, os estudos feitos envolvem as garantias do governo brasileiro, as formas de financiamento e projeções de tráfego e de tarifas.
Anchieta reafirmou o interesse do governo brasileiro nessas obras. “Entendemos que é preciso desmembrar os projetos. Primeiramente a construção da estrada, depois do porto e por fim da hidrelétrica, pois é preciso analisar o contexto futuro, não só para Roraima, mas para toda a região, pois o Brasil vive um esgotamento de suas opções de escoar a produção”, analisou.
A terceira reunião do grupo técnico será realizada nos dias 12 e 13 de junho, em Georgetown, onde será finalizado o relatório sobre a viabilidade dos projetos para ser entregue aos dois presidentes. “Estarei presente nessa reunião, pois é de interesse de Roraima a concretização desses pleitos”, finalizou.