Brasil e Guiana em discuswsão
O Grupo de Trabalho Brasil/Guiana para o desenvolvimento da infraestrutura na fronteira dos dois países esteve reunido durante a manhã desta sexta-feira (3), no Salão Nobre do Palácio Senador Hélio Campos.
A comitiva guianense veio a convite do governo brasileiro para conhecer a realidade do sistema energético, de transporte e modelos de financiamento das instituições do Brasil para as obras de pavimentação da estrada que liga Boa Vista a Georgetown, no trecho Lethen-Linden; a construção de duas usinas hidrelétricas no rio Mazzaruni; o Linhão de Transmissão e o porto de águas profundas no rio Berbice, em New Amsterdam.
O governador em exercício, Chico Rodrigues, destacou que as discussões sobre infraestrutura na fronteira são essenciais para Roraima, devido ao posicionamento estratégico do estado. “Essas obras viabilizam o projeto do governo estadual, pois teremos facilidade de escoar a produção agrícola e atingir outros mercados internacionais com a exportação de produtos e com a importação de insumos para esta atividade. A Guiana ganhará com o desenvolvimento daquela região entre Lethen-Linden, que ainda é pouco povoada”.
De acordo com o secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Eduardo Oestreicher, a comitiva esteve em Brasília reunida com representantes dos Ministérios de Transporte e das Minas e Energia e no Amazonas, para conhecer a Zona Franca de Manaus. “Esse grupo trabalha especificamente com questões de infraestrutura e esta visita foi proposta na última reunião do GT, que aconteceu na Guiana”, disse.
Os secretários de Estado e diretores do Planejamento, da Agricultura, de Apoio a Gestão Integrada e a presidente da Companhia Energética de Roraima (CERR) apresentaram as potencialidades e os benefícios que Roraima terá com essas obras e os projetos futuros de exploração de todo o potencial energético da região.
Também participaram do encontro, a convite do Governo do Estado, o vice-prefeito de Boa Vista, Marcelo Moreira, que destacou o processo de instalação da Zona de Processamento e Exportação de Boa Vista (ZPE); o diretor do Departamento de Planejamento e Avaliação da Política de Transporte do Ministério dos Transportes, Francisco Luís Babtista, a representante da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Sandra Almeida, e o chefe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-RR), Joacir Freitas.
Segundo o representante do Ministério das Relações Exteriores, Bruno D’Abreu, o governo brasileiro já vem dando demonstrações de que tem interesse em desenvolver a integração na região fronteiriça. “O governo federal tem total interesses nessas questões, mas precisamos discutir e avaliar as viabilidades desses projetos e a melhor forma para executá-los”, afirmou.
O chefe da delegação guianense, Winston Brassington, destacou que o sentimento é de que as discussões estão avançando. “Percebemos um alto nível de interesse do governo brasileiro para o desenvolvimento desses projetos e iremos fazer um relatório final fiel sobre as boas perspectivas que estamos encontrando”, ressaltou.
Ainda integram a comitiva guianense a chefe da Agência de Energia da Guiana, Nahender Sharna, o gerente do Departamento de Serviços de Obras Públicas, Rabindranauth Chandarpal, o chefe do escritório de Gerência de Projetos da Presidência da Guiana, Kapil Mohabir, a secretária da Embaixada da Guiana em Brasília, Marissa Carmichael, e o representante do Ministério das Relações Exteriores da Guiana, Rawle Duke. Além da cônsul-geral da Guiana em Roraima, Leyla King
O Grupo Técnico foi instituído por determinação dos presidentes do Brasil e da Guiana, por meio de um Memorando assinado em dezembro de 2012. Duas reuniões já foram realizadas em Georgetown e o próximo encontro está marcado para acontecer ainda neste mês na Guiana, para elaboração do relatório final sobre a viabilidade dos projetos de infraestrutura. O documento será entregue aos presidentes Dilma Rousseff e Donald Ramotar.