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Intercâmbio

Yanomami visitam índios Wai-Wai para conhecer produção da Castanha.


 

Índios conversam sobre castanha
A produção e comercialização da Castanha-do-Brasil pelos indígenas Wai-Wai, no baixo rio Branco, município de Caracaraí, passou por algumas mudanças estruturais nos últimos anos. Entre elas está a adoção de novo processo de colheita, armazenamento, transporte e comercialização do produto que resultou em inúmeros benefícios como aumento da produção, redução do desperdício, valorização do preço da castanha in natura e aumento do valor arrecadado pela comunidade com a venda do produto.
O sucesso da iniciativa se deve em parte a ação que está vem sendo realizada pelo SEBRAE em parceria com diversas instituições como a Funai, Embrapa, Instituto Sócio-Ambiental - ISA e Associação Hutukara com essas comunidades nativas, trabalho que envolve um treinamento sobre as boas práticas de manejo da Castanha-do-Brasil.
Para difundir este novo modelo para que outras etnias também tenham acesso aos benefícios, as instituições organizam uma visita técnica dos índios Yanomami à comunidade Wai-Wai que acontecerá de 14 a 17 de maio, onde terão a oportunidade conhecer de perto como funciona todo o processo, trabalho considerado referência em “Empreendedorismo Indígena” em Roraima. 
De acordo com o analista técnico do Sebrae, Ariosmar Barbosa, a intenção da visita é mostrar as técnicas para outras lideranças indígenas e com isso, estimular que outras etnias possam levar o sistema de produção e comercialização para suas comunidades, no caso os índios Yanomami e desfrutar dos mesmos benefícios.
Ainda conforme Ariosmar, o povo WaiWai chega a extrair da mata nativa uma média de 200 a 300 toneladas de castanha por ano, produção que antes era vendida aos atravessadores com preço bem abaixo do valor de mercado. 
"Cada saca de castanha, com peso médio de 60 Kg, era vendido para o atravessador por no máximo R$ 50 e hoje, toda a produção é vendida para empresa de beneficiamento que compra a um preço de R$ 130, uma valorização de 160%, por um produto que seguiu boas práticas de manejo, como lavagem, secagem, transporte, armazenamento", comparou. Só no ano passado a comunidade arrecadou R$ 500 mil com a venda da castanha para a empresa de beneficiamento com sede, na Vila do Equador, em Rorainópolis.
Caroebe
Outra visita agendada será do grupo de agricultores familiares do município de Rorainópolis a Caroebe para conhecer o Projeto SAFs, Sistema Agroflorestais de produção consorciada de frutas em área degradadas. A visita está marcada para o dia 19 de maio e a proposta é ampliar as ações de SAFs a outros grupos rurais organizados do Sul de Roraima. Com isso, os produtores de Rorainópolis conhecerão como foi desenvolvida a parte tecnológica do SAFs em Caroebe.
Atualmente o modelo de SAFs está implantado em doze propriedades em Caroebee é utilizado como alternativa para a diversificação de culturas e a recuperação de passivos ambientais. "Os órgãos fiscalizadores aceitam o modelo SAFs como recuperação de área degradada e uma opção para recuperar o passivo ambiental, ou sejaservem como projeto de reflorestamento", explica.
Destaca como um diferencial de Rorainópolis está a condição do município já possuir uma Agroindústria que tem o SIF certificado de Inspeção Federal, selo que dar direito da empresa emcomercializar seus produtos para outros estados, e poderá absorver toda a produção local para fabricação de poupa de frutas regionais como acerola, cupuaçu, açaí e goiaba.

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