Senador discute com governo
Brasília – O senador Romero Jucá (PMDB/RR), se reuniu nesta terça-feira (23), com Nildo Toldo, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE; com do juiz Edmundo Franca de Oliveira, presidente da Ass. dos Magistrados Brasileiros – AMB e com Renato Santana, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, ANAMATRA, para discutir o trabalho da Comissão Mista de Consolidação das Leis e Modernização da Constituição Federal. Romero Jucá é o relator do trabalho em andamento no Congresso.
A audiência contou com a presença do presidente da Comissão, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) e, tratou ainda da regulamentação da Emenda Constitucional 72 sobre o trabalho doméstico.
- Estamos ouvindo diversos setores da sociedade para colhermos subsídios e, a contribuição dos magistrados brasileiros é fundamental para apresentarmos um trabalho de acordo com os anseios da população – disse o relator Romero Jucá.
A próxima reunião da Comissão Mista, está marcada para a próxima quinta-feira dia 25 no Senado Federal.
Governo Jucá para discutir propostas
Brasília - O senador Romero Jucá participa hoje ( 23 ), às 18 horas de uma reunião na Casa Civil sobre a regulamentação da Emenda Constitucional 72 sobre o trabalho doméstico. Na ocasião, Jucá apresentará a sua proposta, já pronta, aos membros do Executivo, no sentido de receber contribuições para viabilizar melhor as medidas. "Vamos conversar e bater meu projeto com as propostas do governo", afirmou o senador à imprensa. Estarão presentes a ministro-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; o ministro do Trabalho, Manoel Dias; o advogado-geral da União,. Luís Inácio Adams e o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. A idéia de Jucá é apresentar até quinta-feira dois projetos com todas as alterações propostas aos deputados e senadores, com o objetivo de votar até o dia 1º de maio.
Confira ponto a ponto as propostas do senador:
- Criação do super simples doméstico, pelo qual o patrão poderá pagar todos os encargos em uma única guia bancária (boleto bancário). Ou seja, o patrão poderá pagar na mesma guia o FGTS, INSS, seguro acidente de trabalho e INSS do empregado.
- Criação de banco de horas no prazo de 1 ano (para compensação de horas trabalhadas a serem acertadas entre patrão e empregado. A compensação poderá ser feita em folgas ou pagamento de horas extras). Ou seja, todo o tempo de trabalho que exceder as 10 horas diárias terão que ser compensadas, mas a critério de acordo entre as partes).
- Fixação de 1% do seguro em caso de acidente de trabalho
- Criação de contrato individual de trabalho entre patrão e empregado que estabelece todos os horários e regras do trabalho.
- Redução da alíquota da contribuição previdenciária (INSS) para o empregado.
- Redução da multa do saldo do FGTS no caso de demissão sem justa causa (de 5% nos caso de culpa recíproca e de 10% nas demissões determinadas pelo patrão).
- Regime especial de trabalho para cuidadores de idosos e enfermos.
- Regime de trabalho especial para o empregado que viajar com os patrões.
- Criação do Programa de Recuperação Previdenciária dos Empregadores Domésticos (Redom) que permite que o patrão possa acertar as parcelas atrasadas do INSS em 60% com parcelas de no mínimo R$ 100,00.
- Redução do horário de almoço para 30 minutos. Atualmente a lei prevê um descanso mínimo de 1 hora e máximo de 2 horas).
- Extingue a penhorabilidade de bens imóveis para pagamento em ações trabalhistas. Atualmente a lei permite que o único imóvel da pessoa possa ser penhorado para pagamento de ações contra o empregador.
- Exigir a citação pessoal ao empregador em caso de ações trabalhistas contra o mesmo.
- Prazo de 120 dias para as medidas serem implantadas pelo Executivo.