São João da Baliza tem apresentado altos índices de casos de malária no primeiro trimestre deste ano. Preocupada com a situação, a equipe de entomologia da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) fará o levantamento de laudo do potencial malarígeno do igarapé do município. O resultado das análises será emitido segunda-feira (22).
De acordo com gerente do Núcleo de Ações Programáticas de Combate à Malária, Jonas Monteiro, no ano passado, foram mais de 600 casos só em São João da Baliza. Este ano, foram quase 200 registrados no primeiro trimestre. As pesquisas serão feitas in loco.
O relatório com os resultados será entregue à Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Se positivo, os profissionais terão de determinar o método que será utilizado para o combate ao mosquito. Monteiro explica que os gestores de São João da Baliza terão de tomar algumas medidas, como borrifação ou limpeza das margens do igarapé. “Isso será determinado depois dos resultados”, esclarece.
A Sesau enviou uma equipe para realizar o trabalho de treinamento dos agentes de endemias que atuam em São João da Baliza. As aulas encerram hoje (19). Foi uma semana de atividades. A programação de treinamentos segue durante todo o ano.
Na segunda quinzena de maio, a equipe estará nos cinco municípios que possuem laboratório de revisão. Por isso, o curso de revisor de lâminas será ofertado em Boa Vista, Caracaraí, Rorainópolis, São João da Baliza e Mucajaí. Nos laboratórios desses municípios é feita a revisão das lâminas examinadas na rede de atenção básica, nos postos de saúde ou unidades hospitalares dos municípios vizinhos.
Como forma de manter a redução dos casos de malária em Roraima, o Estado investe na qualificação continuada dos profissionais. Assim, garante a segurança dos pacientes em relação à qualidade dos exames. Com isso, os pacientes terão diagnóstico seguro. O treinamento é realizado pela equipe do Núcleo de Controle da Malária.
Para combater à doença, são desenvolvidas algumas ações pelo Núcleo de Controle, como atualização de microscopistas, capacitação dos profissionais responsáveis pela atualização do sistema de informação, implantação da nova estratégia do sistema de informação para torná-lo mais ágil. Tem ainda a instalação de mosquiteiros nos locais de maior incidência da doença, distribuição de testes rápido para diagnóstico de malária, repasse de combustível para controle das endemias nos municípios do interior e o constante acompanhamento feito pelo estado supervisionando as ações dos municípios.