Agora em Campo Alegre
Na data em que é comemorado o Dia do Índio, 19 de abril, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) irá realizar o recadastramento biométrico na comunidade Campo Alegre, área indígena pertencente ao município de Boa Vista. A Justiça Eleitoral vai atender também nos dias 20 e 21 de abril. Os eleitores devem procurar a escola Lino Augusto da Silva, no horário das 8h às 18h.
Uma equipe de servidores do TRE-RR se deslocou nessa quinta-feira (18) até Campo Alegre e instalou seis kits de biometria, uma antena VSAT móvel, notebooks, impressoras entre outros equipamentos necessários para realizar o atendimento. A Justiça Eleitoral também pretende recadastrar eleitores das comunidades vizinhas, como é o caso do Lago Grande e Milho.
“Uma das propostas da gestão do desembargador Gursen De Miranda é justamente promover a aproximação da Justiça Eleitoral roraimense com a sociedade. Além do recadastramento biométrico, será realizada uma ação de educação política junto aos moradores das comunidades”, disse Marta Zaccarini, coordenadora de projetos do TRE-RR.
Biometria
O recadastramento eleitoral biométrico, iniciado no último dia 8 de abril, é obrigatório para todos os eleitores de Boa Vista, inclusive para os que têm voto facultativo. Quem não participar, terá o título cancelado, não poderá votar nas eleições de 2014 e estará sujeito a uma série de restrições, como a impossibilidade de tirar passaporte ou tomar posse em cargo público entre outras.
Em Boa Vista, para se recadastrar, basta o eleitor comparecer na 1ª Zona Eleitoral (Av. Santos Dumont nº 760 - Bairro São Pedro) ou na 5ª Zona Eleitoral (Av. Nazaré Figueiras, 2077 - Bairro Pintolândia), e apresentar documento de identidade com foto e comprovante de residência originais, e o título de eleitor. Não é necessário levar xerox. O expediente ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem intervalo para almoço. A previsão é que os 184 mil eleitores da capital sejam recadastrados em cinco meses.
Segurança
A biometria é uma tecnologia que confere mais segurança à identificação do eleitor no momento da votação, pois o leitor biométrico acoplado à urna eletrônica deve confirmar a identidade de cada eleitor, comparando o dado fornecido (impressões digitais) com todo o banco de dados disponível. Com isso, fica praticamente inviável a tentativa de fraude na identificação do votante, uma vez que cada pessoa tem impressões digitais únicas.
O procedimento de revisão eleitoral abrange quatro etapas: atualização dos dados biográficos, digitalização da assinatura, fotografia e coleta das digitais de todos os dedos das mãos. “Esse tripé, transparência, segurança e democracia é o que a nossa Justiça Eleitoral quer demonstrar para o mundo, porque a rapidez e eficiência já demostramos com nossa urna eletrônica. Agora, com a biometria, nós acreditamos de forma efetiva, que o Brasil vai dar mais um exemplo para o mundo”, comentou o presidente do TRE-RR, pedindo o envolvimento da sociedade no processo de recadastramento.