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Superfaturamento de móveis

MPE não deverá apurar nova denúncia contra gestão de Mecias na ALE


O Ministério Público Estadual não quer falar nada sobre a denúncia de superfaturamento na compra de móveis e computadores para a Assembléia Legislativa de Roraima. Equipes de reportagens de duas rádios e duas TVs procuraram informações do órgão, mas a resposta foi a de que só se manifestará sobre a denúncia depois que ela for localizada. estranhamente, a denúncia feita semana passada, sumiu.

Em outras ocasiões, em espcial em denúcnias contra o governo do estado, o MPE usou matérias publicadas na imprensa para fazer o seu trabalho. Pelo visto, isso não deverá ocorrer com a ALE.

Essa é segunda denúncia grave de superfaturamento na ALE que chega ao MPE, mas que parece também vai levar o mesmo caminho da primeira, sobre o valor da reforma do prédio que custou mais de R$ 23 milhões e os promotores da Defesa do Patrimônio não enxergaram nenhum indício de que aquele misto de rodoviária com ginásio de esportes ter custado bem acima do preço comum ao metro quadrado de 

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Agora, a denúncia recai sobre o valor dos móveis comprados pelo então presidente da ALE, deputado Mecias de Jesus (foto ao lado), já conhecido como o homem que multiplicou em mais de 25 vezes o seu patrimonio com apenas três mandatos, e que mantém ótima relação com promotores e procuradores do MPE. Para um estado que que vive basicamente da economia do contra-cheque, Mecias adquiriu para a ALE pelo menos 30 cadeiras para uso dos nobres deputados e diretoes da Casa pela singela bagatela de R$ 3.630,00 cada uma, isso em 2010 ou 2009 quando os móveis para o reformado prédio foram comprados. O amigo leitor imagina quanto isso custaria hoje?
 
Se a cadeira para uso dos deputados saiu por R$ 3.630,00 cada uma, o armário do gabinete  não poderia ficar atrás, cada um saiu ao preço de R$ 6.564,00, o armário não ocupa nem metade da menor parede do gabinete; cada computador saiu por R$ 4.800; cada sofá de espera para apenas duas pessoas saiu por R$ 1.999,00 e por aí vai o festival de preços altos comprados por Mecias. Cabe informar que os computadores (pelo menos 60), cadeiras de deputado, mesas, armários, sofás e todos os móveis da Casa, pelo menos 30 de cada peça, foram adquiridos em grande escala, ou seja, o custo disso poderia ser maior se fosse apenas um ou duas peças.
 
Se os íntegros promotores do MPE também nada enxergarem de superfaturamento na aquisição dos móveis da ALE, não será surpresa. Para quem acha que aquela reforma no prédio valeu mais de R$ 23 milhões, um computador que qualquer estudante compra com menos de R$ 1 mil, custar quase R$ 5 mil para a Assembléia, só reconhecendo aí o milagre da multiplicação dos valores e preços, comum por aquelas bandas.
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