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Criostato

Estado adquire aparelho para realizar biopsia durante cirurgias.


 

Aparelho para cirurgias
 
O Hospital Geral de Roraima (HGR) adquiriu um moderno aparelho que permite a realização de biopsia durante o ato cirúrgico.  O equipamento é conhecido como criostato. O Laboratório de Patologia de Roraima (Laper) e a Direção do hospital estudam sua instalação o mais próximo possível do Centro Cirúrgico, cujo local é o mais recomendado para atender a demanda do setor, e em especial, pacientes da Unidade de Alta Complexidade Oncológica de Roraima (Unacon).
 
O equipamento será operado por três patologistas do Laper, Robledo Fonseca, Vitória Botelho e Larissa dos Santos, e também a equipe técnica do setor. Até o momento, a instalação vai ocorrer, logo após a parte burocrática estiver finalizada, como tombamento, instalação, sala adequada, entre outros ajustes.
 
O benefício à população com um criostato é a rapidez na análise da biopsia. “O que hoje demora alguns dias, com o aparelho, possibilita que o paciente do Centro Cirúrgico já saia, em no máximo 15 minutos, com o resultado”, explicou o patologista Fonseca.
 
As biopsias sendo realizadas durante a operação do paciente traz muitas vantagens para o cirurgião, que poderá direcionar seu procedimento de acordo com as informações acerca da malignidade ou não de um tumor obtidas com o exame. “Por ser um exame bem específico, o profissional evita retirar conteúdo a mais do paciente ao redor da área lesionada para diagnóstico. Ou seja, haverá mais cirurgias conservadoras sem necessidade de retirar tecidos que não foram lesados”, comentou.
 
O exame de biopsia pelo criostato pode ser útil tanto para diagnóstico da presença de câncer, como quando esse diagnóstico já existe, para uma maior preservação dos tecidos do paciente no ato de remoção das regiões atingidas pelo câncer. “Durante o procedimento de retirada dos tecidos atingidos pelo câncer, o cirurgião pode saber, através dos resultados da biopsia obtidos em alguns minutos, quais áreas ainda não foram atingidas e preservá-las”, complementou a colega de profissão, Larissa Santos.
 
NOVO LAPER
 
Outra novidade é a construção do novo Laper para oferecer melhor rapidez, conforto e comodidade no trabalho de manipulação das peças cirúrgicas dos pacientes, quanto agilizar a entrega dos resultados da biopsia.  O laboratório recebe material de todas as unidades hospitalares do Estado, até mesmo, de países vizinhos.
 
Por ano, chega à média, de cinco mil peças por paciente, sendo que cada paciente possui entre três a cinco lâminas para serem analisadas. “Sem contar, que geralmente pacientes da oncologia, de uma peça cirúrgica soma-se 50 a 60 lâminas. O volume de trabalho é grande aqui [Laper], e multiplicado a isso, vem junto à complexidade de cada peça cirúrgica”, enfatizou Vitória, também patologista.

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