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Saúde

Hanseníase, verminose e tracoma têm campanha de combate nas escolas de BV.


 

Doenças são combatidas
 
A Campanha Nacional, “Hanseníase, Verminoses e Tracoma têm cura. É hora de prevenir e tratar” segue para outra escola municipal da capital.  A próxima instituição de ensino, com 300 estudantes de até 14 anos, além de servidores e familiares, será a Escola Luiz Caraná, no Hélio Campos. As investigações acontecem nos dias 16, 17 e 18, próximos. A meta é examinar um total de 500 pessoas.
 
Nos dias da mobilização, médicos, enfermeiros, farmacêutico, Agentes Comunitários de Saúde atuarão nas investigações. Enquanto técnicos e professores darão todo o suporte possível. A ação, que é resultado de parceria entre Estado e Prefeitura de Boa Vista, vai ocorrer durante os dois turnos de aula. Com isso, tem-se a garantia de atender todo o público-alvo.
 
A ação pretende eliminar as doenças em pelo menos cinco anos. Até novembro, serão oito escolas monitoradas. As crianças serão examinadas para diagnósticos de tracoma e hanseníase. Se confirmado, elas serão acompanhadas pelos profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro ou, se necessário, encaminhadas ao Hospital Coronel Mota para tratamento. No caso das verminoses, não será feito exame, pois crianças receberão, em dose única, o medicamento na hora.
 
Os resultados dos exames da primeira ação da Campanha que ocorreu no mês passado, na escola municipal Raimundo Eloy, no Conjunto Cidadão, já saíram. As metas propostas pelo Ministério da saúde para a Vigilância em Saúde, todas foram ultrapassadas.
 
Dos 773 estudantes examinados, foram detectados 137 casos de tracoma. Entre os 69 servidores examinados, cinco apenas apresentaram casos positivos. Já entre os 90 contatos, que são parte familiar dos alunos, teve um número pequeno de 23 casos positivos de tracoma. “A meta para o tracoma era de 80%, mas finalizamos com um percentual de 97,4%”, disse Nerlene Furtado, gerente do Núcleo de Controle do Tracoma (NCT).
 
Dos 794 alunos autorizados, a verminose foi tratada em 768 estudantes. O restante não recebeu tratamento por terem faltado aula durante os dias da ação. A meta alcançou 96,7%, um resultado satisfatório, uma vez que a meta do MS era de 90%.
 
Quanto à hanseníase entre os estudantes das fichas autorizadas, foi percebido que 311 alunos indicavam que tinham alguma lesão de pele, e precisavam passar por uma avaliação médica. Foram atendidas 272 crianças com lesões de pele, porém nenhuma pessoa apresentou hanseníase. As demais não compareceram.  
 
Segundo Nerlene, as crianças com problema de pele ocasionado por micose, que inclusive já receberam tratamentos ou por manchas de cicatrizes. “Todos os dados da primeira ação foi inseridos na plataforma Informe SUS. Com isso, o MEC também deverá ser informado dos resultados”, explicou a gerente.
Nerlene ressaltou que a escola Raimundo Eloy é uma das maiores da capital, em relação ao quantitativo de estudantes. Ela acrescentou que as oito escolas escolhidas da zona leste, são áreas de abrangência com mínima cobertura de cuidados à saúde. Toda a região é carente de cuidados, principalmente por apresentarem bastantes casos de diarreia ou de outra verminose.  

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