- 05 de janeiro de 2026
Enchente ameaça ribeirinhos
Famílias ficaram desabrigadas por causa da cheia do rio Acre, neste domingo (24), em Rio Branco. A Defesa Civil informou que o trabalho de remoção é lento em razão da dificuldade com barcos e pessoal. De acordo com o órgão, há pedidos de socorro nas regiões baixas da capital, dentre elas a baixada da Habitasa e os bairros Airton Senna e Seis de Agosto. Outras 26 famílias precisariam ser removidas, de acordo com dados fornecidos ao meio-dia e que são atualizados a cada três horas.
Situação idêntica está ocorrendo em toda a região amazônica. O rio Solimões, no Amazonas, já ameaça famílias de ribeirinhos que habital as margens do rio, desde a fronteira tríplice com a Colômbia e o Acre. A subida das águas do rio Solmões no nível que está ocorrendo é um indicativo de que a Amazônia pode ter uma grande enchente este ano, podendo superar a cheia de 2012.
O nível crítico de transbordo do rio Acre, que é de 14 metros, foi superado em pelo menos um metro. "Há muita precipitação [chuvas] nas cabeceiras do rio e esse volume de água está descendo, numa previsão de mais cheia na capital acreana", disse o coronel Carlos Gudin, coordenador da Defesa Civil estadual.
O Parque de Exposições Marechal Castelo Branco foi preparado com 112 boxes – número de abrigos que deve aumentar nas próximas horas. O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), acompanha os boletins, e disse ter controle da situação, "não havendo necessidade de se decretar emergência por enquanto".
O coronel George Santos, que coordena a Defesa Civil municipal, informou, por meio da Agência de Notícias do Acre, que as famílias desabrigadas, inicialmente, são orientadas a ir para a casa de parentes. "É certo que o nível do Rio Acre vai continuar subindo porque esta água que está em Assis Brasil tem que passar por aqui", disse.