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Clima

Cheia do rio Acre deixou nove famílias desabrigadas em Rio Branco outros rios sobem.


Enchente ameaça ribeirinhos

Famílias ficaram desabrigadas por causa da cheia do rio Acre, neste domingo (24), em Rio Branco. A Defesa Civil informou que o trabalho de remoção é lento em razão da dificuldade com barcos e pessoal. De acordo com o órgão, há pedidos de socorro nas regiões baixas da capital, dentre elas a baixada da Habitasa e os bairros Airton Senna e Seis de Agosto. Outras 26 famílias precisariam ser  removidas, de acordo com dados fornecidos ao meio-dia e que são atualizados a cada três horas.

Situação idêntica está ocorrendo em toda a região amazônica. O rio Solimões, no Amazonas, já ameaça famílias de ribeirinhos que habital as margens do rio, desde a fronteira tríplice com a Colômbia e o Acre. A subida das águas do rio Solmões no nível que está ocorrendo é um indicativo de que a Amazônia pode ter uma grande enchente este ano, podendo superar a cheia de 2012.

O nível crítico de transbordo do rio Acre, que é de 14 metros, foi superado em  pelo menos um metro. "Há muita precipitação [chuvas] nas cabeceiras do rio e esse volume de água está descendo, numa previsão de mais cheia na capital acreana", disse o coronel Carlos Gudin, coordenador da Defesa Civil estadual.

O Parque de Exposições Marechal Castelo Branco foi preparado com 112 boxes – número de abrigos que deve aumentar nas próximas horas. O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), acompanha os boletins, e disse ter controle da situação, "não havendo necessidade de se decretar emergência por enquanto".

O coronel George Santos, que coordena a Defesa Civil municipal, informou, por meio da Agência de Notícias do Acre, que as famílias desabrigadas, inicialmente, são orientadas a ir para a casa de parentes. "É certo que o nível do Rio Acre vai continuar subindo porque esta água que está em Assis Brasil tem que passar por aqui", disse.

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