- 05 de janeiro de 2026
Método Gangurú homenageado
O Ministério da Saúde (MS) entrega nessa segunda-feira, 25, a placa que certifica o Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN) como referência estadual no Método Canguru. A solenidade, que vai ocorrer no próprio HMI será durante o Culto Devocional do Governo do Estado, a partir das 8h. A cerimônia será na parte externa, com entrada pela avenida Santos Dumont.
A placa será entregue ao HMI por Zeni Lamy e Fernando Lamy, representantes do método em nível nacional; Benta Lopes, apoiadora técnica da Rede Cegonha e Enia Maluf, técnica da Saúde da Criança. Todos do Ministério da Saúde.
O secretário Estadual de Saúde, Leocádio Vasconcelos, avalia o título como reconhecimento do bom trabalho da equipe multiprofissional e das tutoras da unidade, que realizam oficinas para disseminar conhecimento do método entre os cuidadores da unidade. “É mais um título que a maternidade ganha como reconhecimento do trabalho executado pelos exímios profissionais”, explicou, citando o Selo de Hospital Amigo da Criança, que reconhece as práticas adotadas de incentivo ao aleitamento materno.
Ana Carolina Brito, diretora-geral do HMI diz que a placa valida o que a unidade já realiza há bom tempo. Com a certificação, profissionais de outras unidades de saúde poderão ser capacitados quanto aos cuidados humanizados aos recém-nascidos de baixo peso. O Método Canguru tem contribuído na recuperação de crianças prematuras, de baixo peso e, sobretudo, fortalecido a relação afetiva entre bebê e pais quando estão internadas na UTI Neonatal.
O HMI registrou aumento de 5,76% de nascimentos, comparando os dois últimos anos. No ano passado, o número de partos realizados no ano passado atingiu a marca de 8.502, contra 8.012 no ano de 2011.
Quanto aos números de recém-nascidos de baixo peso internados na UTI Neonatal e atendidos pelo método canguru em 2012, a unidade registrou 762 bebês internados. O peso do bebê abaixo de 1.500g é classificado como muito baixo. Já, o de baixo peso é entre 1.500 a 2.499g. Quanto ao peso adequado é acima de 2.500g.
Ana Carolina ressaltou que o Método consiste no incentivo ao contato entre a mãe e os bebês prematuros, com a prática de colocá-los junto ao peito de sua “mamãe-canguru”. Esta é uma forma de deixá-los mais seguros, promovendo o desenvolvimento e fortalecimento dos recém-nascidos sem as incubadoras.
A diretora mencionou que pelo fato de nascerem sem completar totalmente o ciclo da gestação, os bebês precisam de uma atenção especial e o método proporciona diversos benefícios como o ganho de peso, melhor controle da temperatura corporal e frequência respiratória. Além da diminuição dos riscos de infecções, apneia, regurgitação e também no tempo de internação.
AGENDA
Ainda na segunda (25), na parte da tarde, a equipe do MS se reunirá com a equipe de profissionais Neonatal do HMI e a Sociedade Brasileira de Pediatria. A pauta será em torno da Portaria n° 930, que define as diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave e os critérios de classificação e habilitação de leitos de UTI Neonatal.