- 05 de janeiro de 2026
Feriadão reduz violência
Os atendimentos no Pronto Socorro Francisco Elesbão (PSFE) e Pronto Atendimento Airton Rocha (PAAR) caíram 18,43% durante o feriado prolongado de Carnaval deste ano. Os dados apontam que foram 1.597 ocorrências entre às 0h de sábado (9) até meia noite da Quarta-feira de Cinzas (13). Enquanto que em 2012, 1.958 pessoas passaram pelas duas unidades de urgência e emergência.
Segundo o médico intensivista, Júlio Meneses, que acompanhou o andamento dos cinco dias de feriado e ponto facultativo, mesmo com a redução, os números continuam alto. Ele afirmou que se compararmos o número populacional existente hoje no estado, com o número de atendimentos prestados existe apenas uma pequena diferença nos dois anos.
A boa notícia é a redução no número de entradas de 119 para 94 de vítimas de acidentes envolvendo motocicletas. Já as colisões entre veículos, acidentes de carro e atropelamento aumentaram de 31 para 36 vítimas. “Além de acidentes de trânsito, também apareceram muitos pacientes com alteração no sistema digestivo. As pessoas têm o costume de exagerar na alimentação em período festivo”, comentou o médico.
O Trauma do PSFE conta hoje com melhores estruturas, tanto de pessoal quanto de equipamentos. Meneses disse que não foi preciso aumentar o número de profissionais. “Tínhamos previamente preparado e planejado os plantões antes da chegada do feriadão. Organizamos tudo para não acontecer nenhuma complicação durante os atendimentos”, frisou.
Na Central Estadual de Regulação Médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) foi intenso o fluxo de ligações atendidas pelos plantonistas. Nos cinco dias de folia, foram atendidas 330 chamadas de socorro.
Ao falar sobre acidentes de trânsito, Francisco Miranda, coordenador da Central, disse que as remoções por acidentes prestadas pelo Samu contabilizaram pouco mais de 60 ocorrências de condutores de veículos (carros, motos e bicicletas). “Noventa por cento dos casos [acidentes de trânsito] estavam relacionados ao álcool, ou seja, condutores que apresentavam estado de embriaguez”, relatou.
Um fato curioso ocorrido no trabalho do Samu durante esse período foi que mais mulheres foram removidas até as unidades hospitalares. Foram 170 mulheres, contra 160 homens. Outras remoções ocorridas foram por causas obstétricas (37), traumas diversos, como queda, ferimento por arma e espancamento (69) e por outros casos clínicos (152), como acidente ofídico, alcoolismo, intoxicação exógena e distúrbios psiquiátricos.